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O Maior Confisco da História à Boleia do Covid-19?

Há dois dias, o INE de Espanha, publicou a sua base de dados relativa aos óbitos ocorridos para cada semana, por grupo etário, entre 1999 e 2020; no caso de 2020, os dados foram actualizados até à semana 21 do presente ano.

Como sabemos, a Espanha é um dos casos mais graves desta crise Covid-19 que presentemente vivemos. No último 25 de Maio, era o segundo pior caso a nível mundial, com 615 óbitos por milhão de habitantes, tal como podemos constatar na Figura 1.

Figura 1

Mais uma vez, a análise dos dados não pára de surpreender.

Numa primeira análise, podemos verificar que a situação foi especialmente grave, atendendo que ocorreu uma subida de 17% em 2019/2020 face ao período anterior; trata-se da subida mais acentuada desde 2004/2005, em que se registou uma subida próxima de 12%.

O número total para as semanas 44 a 52, de 2019, e de 1 a 21, de 2020, totalizou um valor próximo a 300 mil óbitos. No período anterior, isto é, 2018/2019, este valor tinha sido de apenas 255 mil.

Tudo parece apontar para a ideia de uma “pandemia”.

Figura 2

Se bosquejarmos os dados com maior atenção, podemos obter conclusões que apontam para outro sentido.

O escol que nos governa logrou, uma vez mais, apresentar-nos uma cavilação, muito bem urdida. Senão vejamos.

Para uma melhor análise dos dados, desagregou-se o valor total dos óbitos em dois grupos etários:

  • (i) o primeiro, para os óbitos com uma idade inferior a 70 anos;
  • (ii) o segundo, para uma idade igual ou superior a 70 anos.

No caso do primeiro grupo, obtemos 53 mil óbitos para 2019/2020, um valor em linha com valores anteriores.

Na primeira década do século XXI, eram valores perfeitamente normais para este grupo etário; em 2001/2002 e 2004/2005 ocorreram 55 mil óbitos – ver Figura 3.

Figura 3

Por outro lado, apesar de se ter registado uma subida de 10% em relação ao período anterior, importa ter em conta que em 2018/2019 ocorreu um mínimo histórico para o âmbito desta análise.

Assim, em relação a 2017/2018, a subida foi de 5,8%; em 2004/2005, tinha ocorrido uma subida de 4,6%; na altura, em 2005, ninguém se recordou de colocar a população em prisão domiciliária e obrigá-la a decorar-se ao melhor estilo Chernobyl!

Seguramente que os hospitais de então estavam pior preparados do que os actuais, fruto do insigne estado social espanhol!

O maior sobressalto surge na análise do segundo grupo: com idade igual ou superior a 70 anos. Efectivamente, em 2019/2020 ocorreu uma subida de 18,5% e um novo máximo histórico: 245 mil óbitos.

No entanto, em relação a 2017/2018, a subida foi de 12,5%; inferior à ocorrida em 2004/2005, de 13,8%. Nesse ano, ninguém se lembrou de arruinar a economia e a vida das pessoas.

Figura 4

Se indagarmos melhor, concluímos que a análise deverá ter em conta a evolução da população para este grupo etário.

A população com idade igual ou superior a 70 anos subiu 50% entre 1999 e 2019! Em 20 anos, a população com idade igual ao superior a 70 anos, viu o seu peso no total da população subir de 11% para 14%. A população com idade inferior a 70 anos subiu apenas 13%.

Figura 5

Os dirigentes espanhóis – aspirantes a adaís de regimes tropicais com características ditatoriais – não vislumbraram, ou talvez ignoraram, que esta evolução era uma bomba relógio que podia ser espoletada a qualquer momento.

Não foi surpresa; nenhuma anormalidade teve lugar!

Figura 6

Na Figura 6, podemos constatar que em 2019/2020 a população com idade igual ou superior a 70 anos registou uma taxa de mortalidade inferior a 2004/2005, 3,6% vs.3,8%, respectivamente; em linha com 2001/2002, com uma taxa de mortalidade de 3,6%.

O embuste Covid-19 continua a ser desmontado todos os dias, apesar da propaganda e da desinformação.

Segundo nos informam, apesar destes resultados perfeitamente normais, com um grupo de risco perfeitamente identificado, o confinamento de toda a população, eliminando garantias e liberdades, era algo inexorável: tinha de ser!

Quando se contrapõe o caso Sueco, com um número de óbitos por milhão de habitantes inferior a Espanha e com um dos melhores desempenhos económicos no primeiro trimestre de 2020, ao contrário do desastre generalizado, todos lançam vitupérios e ameaças a quem se atreve a emitir uma opinião contrária.

Tal como ocorre em todo o mundo ocidental, as prioridades dos dirigentes espanhóis estão encobertas; no fundo, obedecem a um programa de saque implementado há anos, em particular desde a adesão ao Euro e no momento da criação de um mega banco central, o BCE (Banco Central Europeu).

Em cada crise, o obnóxio da população é crescente, obtido a partir do medo e da propaganda.

O guião seguido pelos bancos centrais já é conhecido de todos.

Em 2000, com a adesão ao Euro, a economia espanhola entrou num período festivo.

Os juros reduzidos administrativamente, decididos em reuniões de burocratas ao leme do BCE, em lugar do mercado, foram um incentivo a que o estado espanhol se tornasse o cicerone que abria o caminho ao regozijo da sua população.

De 2000 a 2008, momento em que ocorreu a última crise financeira, a despesa pública subiu 10 pontos percentuais acima da produção anual da economia, ou seja, o PIB.

Neste período, o peso da despesa pública na carteira dos espanhóis não parou de subir, tal como podemos observar na Figura 7.

Figura 7

Nessa altura tudo era idílico! 

O império espanhol estava em vias de regressar, com a aquisição de várias empresas na América do Sul por parte de empresas do IBEX 35. Obviamente, tudo com recurso a um endividamento sem paralelo!

A título ilustrativo, a Telefónica apresenta em 2020 uma dívida colossal, superior a 50 mil milhões de Euros, enquanto o seu capital em bolsa vale apenas metade, aproximadamente 25 mil milhões de Euros.

A loucura imobiliária foi algo sem precedentes, resultado de um sistema bancário fragmentado, que concedia crédito através da emissão de moeda, aproveitando o bar aberto do BCE, para alimentar uma especulação desenfreada.

Em 2006, o crédito concedido à construção e aquisição – hipotecas – representava 60% do total (Fonte: José García Montalvo, Universidade Pompeu Fabra)!

Para termos uma ideia da alienação mental inerente a esta bolha imobiliária, a Espanha, em 2006, construía 762 mil novas casas, um valor superior ao número agregado de 4 países: Alemanha, Itália, França e Reino Unido!

Não é necessário acrescentar que estes 4 países possuem uma população 5 vezes superior a Espanha!

Actualmente, a rede ferroviária de alta velocidade, que sofreu uma apreciável expansão desde 2000, apresenta o maior número de Km por habitante do mundo!

Em 2012, a Espanha possuía 52 aeroportos e a Alemanha apenas 39 (fonte: el Confidencial); para esse ano, a Alemanha tinha uma população quase duas vezes superior à espanhola!

Qual foi o caminho adoptado desde a última crise: subir a dívida pública e massacrar o contribuinte!

Entre 2000 e 2019, a dívida pública espanhola subiu 217%, enquanto o PIB espanhol apenas 92%!

Ou seja, em 2000, a dívida pública representava 58% do PIB; no final de 2019, estava próxima de 100% (96%), tal como podemos concluir pela Figura 8.

Figura 8

Em paralelo, a carga fiscal, excluindo as contribuições para a Segurança Social, registou uma das maiores subidas num grupo de 26 países da União Europeia, entre 1995 e 2018, apenas superado pelos suspeitos do costume: Grécia, Bulgária, França, Chipre, Malta e Portugal.

É curioso que neste grupo estão os países que agora mais imploraram por dívida mutualizada!

Figura 9

A embriaguez de dívida e gasto público, deu lugar à ressaca: a crise da dívida soberana europeia em 2012.

A Espanha solicitou um resgate bancário à União Europeia, mas tendo por contrapartida a emissão de dívida pública; ou seja, o contribuinte assumiu os desmandos do sector bancário; precisamente aquele que se deslocava todos os dias ao bar aberto proporcionado pelo BCE: bebia e levava a beber a empresas, construtoras, particulares e estado.

Em 2012, seguindo as pisadas do grande inquisidor castelhano, Tomás de Torquemada, o então ministro das finanças decidiu publicar a lei 720. Uma lei única! Vejamos como funciona.

Aplica-se a todos os residentes fiscais do país, abrangendo em consequência qualquer cidadão da União Europeia que aí se encontra a trabalhar.

Em 2013, no primeiro ano da sua publicação, todos os residentes fiscais, a título informativo, deveriam listar ao estado espanhol três categorias de bens: depósitos bancários, imobiliário e qualquer direito semelhante aos dois primeiros, tais como acções ou instrumentos financeiros, sempre que cada categoria, isoladamente, superasse os 50 mil euros.

Nos anos posteriores, sempre que uma destas categorias subisse, pelo menos, 20 mil euros, obrigava a nova declaração.

Desta forma, vamos imaginar um cidadão alemão que em 2000 comprou uma casa no seu país natal por 300 mil euros; claro está, pagando todos os impostos correspondentes e com a origem dos fundos devidamente justificada.

Em 2013, foi residir para Espanha, sem realizar a declaração 720. Em 2020, continuando a residir em Espanha, a sua casa, ao abrigo de troca de informações entre estados, foi detectada

Desta forma, pode estar sujeito à seguinte sanção: por não ter declarado, sujeita-se a que a sua casa seja considerada um ganho patrimonial ilegítimo!

Assim, as autoridades englobam este ganho na sua declaração de IRS de 2013, ou seja, tributam-no com uma taxa de IRS de 50%, aproximadamente (150 mil euros)!

Adicionalmente, sofrerá uma penalização por não ter enviado a declaração de 2013, bem como juros de mora do imposto em falta.

Em conclusão, a título de sanção, pode terminar a pagar 85% do valor da casa, devidamente declarada há muitos anos!

Ou seja, termina confiscado! Nem Torquemada teria tal imaginação!

Este tipo de leis, atropelando a legislação europeia, nomeadamente as leis de concorrência, a favor dos bancos espanhóis – as contas abertas em instituições financeiras espanholas não necessitam da dita declaração -, e a estabilidade fiscal – as declarações de IRS com mais de 4 anos não podem ser reclamadas – não incomodam estes dirigentes.

A Filáucia desta gente não apresenta limites!

Em 2012, a Espanha, tal como os outros países do sul da Europa, necessitava de uma ajuda. Tinha que ser compensada por ter vivido em festa anos a fio.

Apareceu então o génio salvador, definitivamente celebrizado pela frase: o que for necessário para salvar o Euro! E assim foi.

Embora com requintes não utilizados pelo ex-ditador do Zimbabué.

Neste país, o banco central imprimia notas para o governo e este pagava aos seus funcionários públicos – nem era preciso cobrar impostos!

Estes dirigiam-se aos mercados e faziam subir os preços, pois tinham uma capacidade de realizar propostas de compra superiores aos demais – pudera, com tantas notas no bolso!

Eis o resultado da inflação: os primeiros a receber as notas fazem subir os preços; os que vêm atrás ficam a ver navios, suportando uma subida brutal de preços!

Uma pura redistribuição de riqueza, aqueles que nada produzem, apropriam-se de uma maior fatia de riqueza da sociedade, pois são os primeiros a beneficiar da “injecção de liquidez”, como agora lhe chamam.

No sistema de bancos centrais que vivemos a coisa funciona da mesma maneira, mas realizado de forma a que ninguém compreenda.

Os corretores primários, regral geral, instituições bancárias, são os únicos a poder adquirir obrigações nos leilões realizados pelos governos.

Como funciona?

O governo decide emitir 1000 milhões de euros em obrigações para receber este valor.

Os bancos participantes no leilão adquirem estes valores ao governo, através de um empréstimo que solicitam ao banco central.

Vamos supor que os bancos participantes adquirem estas obrigações a 1000 euros cada – ou seja, foram emitidas 1 milhão de obrigações. Estas obrigações pagam um cupão fixo de 30 euros durante 10 anos, o que significa que a taxa de rendibilidade é de 3%(30 ÷ 1000).

Por sua vez, ao abrigo de um programa de estímulos monetários e ajudas a “coitadinhos”, o banco central adquire no mercado secundário estas obrigações, ou seja, emite dinheiro do “ar” e compra cada obrigação a 1300 euros cada.

Quais as consequências?

A rendibilidade da obrigação é reduzida de 3% para 2,3% (30 ÷ 1300); os bancos amortizam os seus empréstimos e embolsam uma mais-valia de 300 milhões, dado o seu enorme contributo à sociedade, e o governo utiliza esta inflação para continuar a comprar votos e eleições: eis a democracia que temos!

No Zimbabué são os funcionários públicos os únicos beneficiários; aqui, são os banqueiros, a minoria que possui activos financeiros (detentores de obrigações) e a pletora de gente que vive à mesa do orçamento.

Com mega bancos centrais a patranha atinge outra dimensão!

Apesar de todos estes truques de prestidigitação, a Espanha não conseguiu sanear as suas contas públicas, apresentado as suas contas sistematicamente no vermelho!

Desde 2010, tal como podemos observar na Figura 10, as suas contas estiveram sempre no vermelho, apesar de todos os encómios à recuperação económica então vivida.

Figura 10

Para que serve agora esta crise “pandémica”?

Tal como em anteriores crises, servirá para continuar a eliminar direitos e garantias dos cidadãos, bem como para apertar o garrote fiscal aos cidadãos.

Uma crise é sempre usada para a obtenção de mais poder, justificando todas as tropelias cometidas.

Em primeiro lugar, laqueando a população. Em primeiro lugar, não se explica à população que o actual sistema não permite resolver o problema demográfico.

Um trabalhador em Espanha que receba 2500 euros por mês – um milionário em Portugal! – recebe 1950 euros líquidos, aproximadamente.

A empresa paga 3 250 euros, correspondentes a 750 euros da Segurança Social do empregador (30%), 150 euros da Segurança social do trabalhador (6%), 400 euros em IRS (16%) e, por fim, o salário líquido do colaborador. Ou seja, de 3250 euros, o insigne estado social apropria-se de 40%!

Em paralelo, a legislação para incrementar a rigidez do mercado de trabalho é crescente, dificultando enormemente a contratação e prejudicando seriamente os jovens e aqueles que tentam entrar no mercado de trabalho.

Qual o resultado de tudo isto?

Os jovens que entram no mercado de trabalho recebem reduzidíssimas remunerações, atendendo ao elevado custo para o empregador.

Como é óbvio, o impacto na natalidade é enorme: quem se atreve a ter filhos nestas condições?

Como enfrentar uma vida de trabalho a sustentar um regimento crescente de idosos? Fica claro, que o problema demográfico não se irá resolver com mais dívida e gasto público, atendendo que o garrote fiscal terá de ser apertado.

No entanto, esta não parece ser a solução adoptada.

Para ocultar tudo isto, expia-se a culpa num vírus, que não estava previsto! Face a uma população envelhecida, e que sobe a um ritmo de 50% a cada 20 anos, é natural que em anos de gripe, extremo calor ou frio, este grupo etário seja severamente afectado!

Como é evidente, a capacidade instalada dos hospitais terá de ser aumentada para suportar este tipo de crises, no entanto, este problema não aparece em nenhum debate.

O importante é espalhar o pânico e o desespero, destruindo a economia e empregos.

Ao mesmo tempo, impõe-se uma situação próxima de um regime despótico, retirando à população jovem e saudável a sua liberdade para se deslocar ao seu emprego, à sua escola, de visitar os seus familiares ou de se manifestar.

Depois de destruir a economia e os empregos, com externalidades negativas que ninguém comenta, tais como, depressões, violência familiar, problemas de saúde por tratar, aparecem agora com um novo plano, suportado na mesma estratégia em maior escala: o golpe final!

Mais dívida pública, mais gasto público e mais inflação. Até ao desastre final, custe o que custar!

Primeiro, aparecem os bancos centrais a anunciar liquidez infinita. Ou seja, decidem criar inflação numa escala nunca vista.

O programa de ajuda aos governos pelo BCE, ao abrigo do combate à “pandemia”, lançado em Março do presente, ontem já não era suficiente.

No dia 5 de Junho, as cotações dos bancos europeus subiam quase 10%, depois do BCE ter anunciado mais 600 milhares de milhões de Euros em estímulos.

Já sabemos como estes confiscos se processam, dos pobres para os accionistas de bancos e regimento à mesa do orçamento.

Nos EUA, os mercados exultam todos os dias com os estímulos monetários da Reserva Federal, que subiu recentemente o seu balanço em 3 biliões de USD, favorecendo, claro está, os súper milionários detentores de acções.

Os índices NASDAQ, S&P 500 e DOW 30 já superaram, ou estão próximos de superar, os máximos históricos registados no final de Fevereiro do presente ano: no fundo, nada aconteceu para o escol norte-americano. Eram ricos e vão-se tornar ainda mais ricos.

Em segundo lugar, solicita-se todos os dias dívida mutualizada, atirando para os estados com as contas saneadas o preço da festa. Se não se apresentam para o peditório, de imediato aparecem os do costume a anunciar o fim da Europa!

Assim, depois de muita pressão, lá apareceu a proposta que visa enviar um novo camião de dinheiro a todos os estados gastadores, que ninguém parece estar preocupado em saber como se vai pagar.

O dinheiro parece que irá surgir do ar: não só parece, com vem mesmo! O banco central vai ser de novo chamado a imprimir o dinheiro para estes desmandos, criando inflação e assaltando os desfavorecidos da sociedade. O método é sempre o mesmo.

Por fim, para combater a miséria que geraram, os dirigentes espanhóis, amantes de regimes saudosos de ideologias fracassadas, propõem-se a continuar com o garrote fiscal. Já afirmam: a Espanha ainda está longe da média da carga fiscal existente na Europa.

É preciso mais, não chega!

Também se propõem a implementar o rendimento mínimo garantido, pago por mais impostos e dívida, resultando no incremento do exército à mesa do orçamento espanhol e assegurando votos através do esbulho dos contribuintes.

Quando esta “pandemia” terminar, vamos aperceber-nos que saímos, tal como nas crises anteriores, com menos direitos e liberdades, em nome de algo que acontece há séculos nas sociedades humanas: o aparecimento de um vírus.

Vamos doudejar com a situação de nos termos vestido com algo ridículo, face a uma situação que não representava qualquer perigo para a maioria da população. Tudo em nome da aquisição de mais poder.

Isto só pode piorar.

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