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Investir na Bolsa: Crise Covid-19, O Funeral da Banca Europeia

A crise do Covid-19 iniciou-se há dois meses. O descalabro económico encontra-se diante de nós. 1,2 milhões de trabalhadores em layoff.

700 empresas encerraram a sua actividade no primeiro trimestre de 2020; segundo o Eurostat, entre os países da União Europeia, Portugal foi o sexto país com a maior queda do PIB no primeiro trimestre de 2020 – para os quais já há dados.

Investir na Bolsa: Crise Covid-19, O Funeral da Banca Europeia

A Comissão Europeia estima uma queda anual do PIB em torno a 7%. A consultora Bain prevê tempos difíceis para a banca europeia: o crédito mal parado será superior à crise de 2008.

Era necessário eliminar os direitos constitucionais dos cidadãos?

Era necessário destruir empregos e vidas desta maneira?

Era necessário impor mais regras e medidas despóticas sobre o sector produtivo, precisamente aquele que sustenta o regimento à mesa do orçamento, através do pagamento de tributos?

Era necessário colocar uma população inteira em prisão domiciliária durante 2 meses, incluindo crianças e população adulta saudável?

Era necessário espalhar o pânico e o terror à população, obrigando-a a vestir-se segundo uma indumentária ao melhor estilo Mad Max?

Perante este descalabro, nunca a opinião pública foi tão manipulada e condicionada; segundo nos “informam”, o Brasil e os EUA são autênticas catástrofes humanitárias, fruto da impreparação e boçalidade dos seus líderes; todos os dias anunciam-nos milhares de mortos e milhões de infectados nestes dois países; por ali, dá a sensação que o “bicho” se encontra imparável!

Existe, assim, uma espécie de castigo divino sobre os eleitores destes dois países: como pudestes ser tão estúpidos!

De acordo com as estatísticas do momento, actualizadas no último dia 25 de Maio de 2020, existiam outras geografias com números catastróficos, muito piores que os sobreditos países, em particular a Bélgica.

Trata-se, até ao momento, do país com o maior número de óbitos por milhão de habitantes: 812 óbitos(ver Figura 1), o pior caso do mundo!

Figura 1

Na Figura 1, podemos verificar que tanto os EUA como o Brasil estão longe de constituir os piores casos de Covid-19.

No caso do Brasil, presentemente, o número de óbitos por milhão é inferior ao português; o enorme caso de sucesso mundial, beneficiando de louvores por parte dos quatro quadrantes do mundo.

Por outro lado, a Suécia, que não impôs o despótico confinamento, também apresenta números menos gravosos que outros países, sendo o sexto pior caso.

O que mais surpreende em tudo isto é a preguiça mental de toda a imprensa, a manifesta incapacidade de bosquejar e retirar simples conclusões.

Afinal, quem propugnam? O arrazoado das autoridades: é fruto das prebendas que recebem?

Aparentemente, a sua única obsessão tem sido apavorar a população.

Se analisarmos em maior detalhe os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística belga, o Statbel, chegamos a conclusões que são motivo de pasmo; no entanto, devemos ter sempre como pano de fundo de que se trata do caso com a maior pletora de casos Covid-19.

Figura 2

Na Figura 2, podemos constatar que em 2019/2020 ocorreu uma subida de 7,5% do número de óbitos em relação a 2014/2015, período em que tinha ocorrido o anterior máximo histórico.

Em relação à média dos últimos 5 períodos – entre 1 de Novembro e 10 de Maio –anteriores a 2019/2020 (61 647), ocorreu uma subida em torno a 11%. Numa primeira análise, tudo parece indicar a razoabilidade das medidas adoptadas.

Se retirarmos desta análise o grupo etário com idade igual ou superior a 75 anos – em Portugal a esperança média de vida é de 81,5 anos -, podemos verificar que 2019/2020 foi um ano de absoluta normalidade!

Definitivamente, a crise do Covid-19 ficará para a história como o maior embuste do século XXI!

Figura 3

Se observamos a Figura 3, se cotejarmos 2019/2020 com 2011/2012, o número de óbitos do segundo período é superior; em relação a 2012/2013, trata-se de um valor semelhante a 2019/2020.

  • Não está perfeitamente identificado o grupo de risco desta pandemia?
  • Será que abandonar os idosos em lares, dando-lhes a sensação de completo abandono, privando-os do convívio com os seus entes queridos, não terá sido algo muito pior que a própria pandemia?
  • Foi necessário decretar o confinamento da população saudável e activa, destruindo por completo a economia e criando uma situação plangente?
  • Será que se trata de uma genuína pandemia?

Outro dos mitos propagados, o perigo que constitui o caso sueco – não seguiu os cânones! A maioria das autoridades, quando questionadas sobre este caso, afirma: não deverá ser algo a seguir. Agora, no momento de regresso à “normalidade”, os seus vizinhos nórdicos não pretendem abrir as fronteiras comuns: um menino mal comportado!

Nunca nos informam que existem países com piores dados (ver Figura 1). De acordo com a Figura 4, podemos observar o número de óbitos da Suécia para 5 períodos.

Figura 4

Podemos verificar que em relação a 2017/2018 ocorreu uma subida de apenas 1%! Sem confinamento, o número de óbitos manteve-se em números similares a períodos anteriores!

O caso sueco deita por terra a necessidade de eliminar os direitos constitucionais da população, originando, mais uma vez, uma série de questões:

  • (i) se o número de óbitos está em linha com anos anteriores, porque motivo os óbitos resultantes de outras patologias – cancro, enfartes, problemas respiratórios…- diminuiu?;
  • (ii) se o caso provou que a letalidade é semelhante a anos anteriores, qual a razão de todas estas medidas tirânicas – luvas, máscaras, corredores na praia, distâncias mínimas…- que restringem as nossas liberdades?
  • (iii) Se o caso sueco prova a irrelevância do confinamento, como foi possível executar tudo isto sem qualquer assuada popular?

O caso português é parecido ao sueco, no entanto, o número de óbitos é inferior a anos anteriores.

Figura 5

Na Figura 5, podemos observar que em 2017/2018 registou-se um número superior de óbitos a 2019/2020; além disso, este período está em linha com 2011/12, 2014/2015, 2016/2017 e 2018/2019: alguém se lembrou de nos obrigar a uma vestimenta tipo Chernobyl, mesmo quando viajamos de avião?

Apesar dos discursos encomiásticos à excelente gestão da pandemia, a verdade é que a dívida e o défice público vão disparar nos próximos meses, criando enormes dificuldades à economia, que já estava em forte desaceleração antes da crise “pandémica” Covid-19.

Nos próximos meses, fruto da completa destruição de muitos sectores de actividade – aviação, turismo, alojamento local -, o malparado na banca europeia irá disparar, criando sérias dificuldades a estas entidades, podendo mesmo haver o risco de intervenção em alguns bancos, tal como no passado.

Em artigo anterior, já tínhamos alertado para estes problemas.

Presentemente, a banca europeia é um negócio próximo de um casino, em alguns casos com uma alavancagem financeira próxima das 142 vezes! Já iremos explicar ao leitor de que se trata.

Figura 6

Na Figura 6, de um grupo de 16 bancos europeus, podemos observar que o banco francês BNP Paribas apresenta a maior capitalização bolsista: 36,1 mil milhões de Euros. Na parte inferior do grupo, aparece o banco grego Piraeus Bank, com apenas 500 milhões de Euros de capitalização bolsista.

No caso do BNP Paribas, o valor total dos seus activos é de 2,1 biliões de Euros; o PIB francês é de 2,35 biliões de Euros, ou seja, o valor dos activos totais de uma simples instituição financeira aproxima-se do PIB de um país, neste caso 90%.

Há algo curioso e trágico nesta situação: na última crise, informaram-nos que iriam introduzir regulação para limitar as situações “demasiado grande para falir”; apesar das promessas, a dimensão das instituições financeiras nunca foi tão desproporcionada.

Na Figura 6, no caso do BNP Paribas, se dividirmos o valor dos capitais próprios, de acordo com a sua valorização em bolsa – definido como capitalização bolsista -, pelos activos totais, obtemos 1,7%; ou seja, os direitos dos accionistas sobre o activo do banco, de acordo com o mercado, representa uma ínfima fracção, neste caso, apenas 1,7%!

Para ilustrarmos esta situação, seria algo semelhante à aquisição de um carro por parte do leitor. Vamos supor que ao adquiri-lo por 10 mil Euros, dando uma entrada de apenas 170 Euros, utilizou um empréstimo de 9830 €.

Para este exemplo, semelhante à situação do BNP Paribas, o leitor está alavancado aproximadamente 60 vezes (100÷1,7).

O que significa?

Se o valor de mercado do carro cai 2%, passando a valer apenas 9 800 Euros, o empréstimo de 9 830 euros passa a ser superior ao valor do carro! Se isto se passa com um banco, trata-se de uma situação de insolvência; por outras palavras, se os activos do banco (hipotecas, créditos…) sofrem um aumento de malparado, resultando numa queda superior a 2% do seu valor, o banco está tecnicamente falido!

A pior situação deste grupo de 16 bancos europeus é do Banco Sabadell, com uma cobertura dos seus activos de apenas 0,7%; o tal da alavancagem financeira de 142 vezes!

Na verdade, o mercado capitais tem alertado os investidores para esta situação. Na Figura 7, podemos constatar que a cotação das acções do banco Sabadell sofreu uma queda de 73% no presente ano!

Entre 1 de Janeiro e 25 de Maio de 2020, os accionistas do banco Sabadell possuem apenas 27% do valor do início de 2020.

Figura 7

Existem bancos cujo valor em bolsa praticamente se evaporou.

Nos últimos 5 anos, o valor de mercado das acções do Banca Monte dei Paschi di Siena, BCP, Piraeus e Alpha Bank foi obliterado, com quedas superiores a 90%!

Os accionistas destes bancos têm sido massacrados; na situação inversa, encontram-se os detentores de posições curtas nestas instituições; a banca europeia foi um verdadeiro el dorado nos últimos 5 anos.

Durante a crise de dívida soberana europeia em 2012, pudemos assistir a filas de gregos desesperados em frente aos balcões dos seus bancos; assistimos aos gregos cipriotas, com depósitos superiores a 100 mil euros, a serem confiscados sem apelo nem agravo; assistimos a bancos a sofrerem resoluções bancárias, fruto da dita crise…talvez tudo se possa repetir nos próximos meses.

Este é o melhor alvitre que deixo ao leitor: pense no que se passou…e poderá passar…

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