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Covid-19: Uma Farsa com Consequências Desastrosas

Relatado pela primeira vez em Singapura em Fevereiro de 1957, surgiu um novo vírus influenza (H2N2). Em Hong Kong, em Abril de 1957, e nas cidades costeiras dos Estados Unidos no Verão de 1957.

A 9 de Agosto de 1957, o navio Moçambique, proveniente de África, entra na barra do Tejo para atracar no porto de Lisboa. Traz a bordo passageiros doentes.

Covid-19: Uma Farsa com Consequências Desastrosas

Naquele dia, a epidemia de gripe acabara de chegar a Portugal. A taxa de mortalidade foi de 37 vítimas por cada 100 mil habitantes (Fonte: Direcção Geral de Saúde). Tendo em conta a actual população portuguesa, cerca de 10,3 milhões de habitantes, seriam 3 800 mil vítimas mortais.

Hoje, dia 8 de Maio de 2020, ao vírus Covid-19 são atribuídos 1 114 óbitos, três vezes menos.

Em 1957, em Portugal, alguém se lembrou de decretar o encarceramento da população e destruir a economia?

Em 1957, nos EUA, a estrela de então, Elvis Presley, tinha estreado um novo filme: Jailhouse. Nesse ano, a Ford tinha lançado um novo modelo – o Edsel.

A Toys R Us começava a abrir as primeiras lojas. As vítimas mortais causadas pela pandemia? 116 mil. Tendo em conta a população norte-americana de então, 172 milhões de habitantes (Fonte), a pandemia apresentou uma taxa de letalidade de 67 vítimas mortais por cada 100 mil norte-americanos (Fonte).

Actualmente, a população norte-americana situa-se em 328 milhões de habitantes. Assim, teriam falecido 220 mil pessoas.

Hoje, dia 8 de Maio de 2020, ao vírus Covid-19 são atribuídos 77 mil óbitos, três vezes menos.

Em 1957, nos EUA, alguém se lembrou de decretar o encarceramento da população e destruir a economia?

Qual a diferença face à pandemia de 1957?

Em 1957, tratou-se de um problema de saúde pública. Hoje, ao contrário de 1957, a casta que nos governa decidiu envolver-se, decretando a prisão domiciliária a toda a população.

Pelo caminho, arrasaram negócios, empregos, economia e a vida das pessoas. Ao mesmo tempo, o seu bolso continua de boa saúde. Depois da prisão, não satisfeitos, agora anunciam que a normalidade só poderá regressar às nossas vidas com a existência de uma vacina.

A insensatez tomou conta do mundo!

Trata-se de uma reacção em pânico, sem qualquer racionalidade, com um enorme impacto negativo, tal como tento demonstrar em artigos anteriores (Artigo 1, Artigo 2, Artigo 3, Artigo 4 e Artigo 5).

A indústria que mais sofreu com tudo isto?

O transporte aéreo. No início do presente ano, representava 3,6% do PIB mundial, empregava 65,5 milhões de pessoas. Actualmente, 25% dos empregos estão em risco de perder-se, cerca de 16 milhões de pessoas no desemprego.

Os aviões desapareceram e vive-se uma atmosfera Mad Max. A tendência da moda passou a ser máscaras e luvas de plástico!

A dimensão do desastre é enorme, a 21 de Fevereiro de 2020, ocorreram 109 mil voos (Fonte: flightradar); a 5 de Maio de 2020, apenas 34 mil, uma queda de 69%!

A IATA estima que as perdas de receita da indústria se situam em 314 mil milhões de USD, algo em torno a 140% do PIB português (ver Figura 1).

A Ásia e a Europa são os continentes que irão sofrer maiores perdas.

Figura 1

Segundo a IATA, a maioria das companhias aéreas europeias não tem caixa suficiente para sobreviver mais de 2 meses! Em breve, a maioria das empresas deste sector poderá fechar as portas.

Para piorar, a coberto da crise, propõe-se a nacionalização de companhias aéreas. Ou seja, não chega arruinar a economia. Os impostos do padeiro, do sapateiro e do professor vão ser utilizados no investimento em empresas sem qualquer viabilidade ou futuro.

Sem investirem um cêntimo, decidem colocar recursos públicos em empresas falidas, apenas com o propósito encoberto de dar empregos e alimentar clientelas e correlegionários.

As perspectivas para muitas destas empresas são negras. A Ryanair, uma das melhores geridas, a sua cotação em bolsa apresenta uma queda de 35% desde o princípio do ano.

Figura 2

No caso da Lufthansa, a situação é pior. A sua cotação caiu mais de 50% desde o início do ano, tal como podemos observar na Figura 3.

Figura 3

A devastação causada é muito superior ao vírus: isto só pode piorar!

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