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COVID-19: O Golpe Final Da União Europeia?

  • COVID-19: O Golpe Final Da União Europeia?

Há dias, um grupo de políticos, grupos de reflexão, sindicatos e “filantropos”, como George Soros – sempre presente nestas iniciativas –, decidiram escrever uma carta aberta, obviamente com um nome altissonante – Reshaping the European Fiscal Framework –, dirigida aos principais líderes da União Europeia, entre os quais a nossa suprema líder, eleita em lista única para a presidência da Comissão Europeia.

O que propõem os subscritores da carta aberta?

  • Descarbonizar – sempre o malvado CO2 – a economia europeia, no espaço de uma geração, através de projectos faraónicos, com o objectivo de criar “empregos verdes” e resolver a “crise do clima”;
  • Maior concentração de recursos financeiros em Bruxelas, através de políticas fiscais coordenadas entre todos os estados-membros, reforçando, ao mesmo tempo, o planeamento central de recursos e investimentos públicos;
  • Eliminação ou flexibilização do pacto de crescimento e estabilidade, com o propósito de eliminar a austeridade de “tão má memória” – segundo eles, dívida, défices e inflação nunca foram, não são, nem serão um problema;
  • Aproveitar a crise Covid-19 para “começar outra vez”; implementar algo grandioso, a partir dos destroços e náufragos da crise; uma nova economia que funcione em benefício das pessoas – aparentemente, até aos nossos dias, não era assim!

É sempre pungente assistir a apelos por mais dívida, défices e inflação – a que existe nunca é suficiente, é sempre preciso mais!

Apesar de tudo, há sempre uma questão que fica no ar: se no passado, tal fórmula nunca funcionou, caso contrário, a esta hora, o Zimbabué e a Venezuela seriam as economias mais avançadas do mundo – as rotativas do banco central por aquelas bandas sempre trabalharam a todo o vapor – , porque agora haveria de funcionar?

Importa recordar a estas almas que entre o final de 1999 e 2020, Portugal aumentou a sua dívida líquida em mais de 200 mil milhões de Euros – para não falar dos fundos europeus, uma cifra acima de 30 mil milhões de Euros para o mesmo período seguramente – , no entanto, continuamos a lutar arduamente para nos tornarmos no carro-vassoura da União Europeia – por este caminho, só restará a Bulgária, que viveu debaixo de um regime opressivo durante décadas, e os inenarráveis gregos, companheiros na caminhada para o abismo!

Na Figura 1, podemos observar que até a Eslovénia nos superou em termos de PIB per capita no final de 2020 (sem ajustar à paridade do poder de compra)!

Figura 1

Em Portugal, foram os estádios de futebol, duas auto-estradas a ligar Porto/Lisboa, um aeroporto sem passageiros e aviões, rendibilidades pornográficas e asseguradas a favor de privados em PPPs; em Espanha, aeroportos em todas as vilas e cidades; na Grécia, o regresso glorioso do período helénico, com gastos públicos sem fim na organização dos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004, que seguramente encheram os bolsos da casta que então geria o sítio.

Apesar deste histórico, preparamos agora a salvação da bancarroteira nacional, enterrando 4 mil milhões de Euros (400 Euros por português, incluindo crianças e idosos), em nome da “importância que as caravelas tiveram na era dos Descobrimentos” – os aviões são agora as caravelas que abraçam o mundo!

Apesar destas cartas abertas, a dívida pública, os défices sem fim e a inflação deixaram marcas: há uns anos atrás, Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha (em nome dos seus bancos privados) decretaram a bancarrota, pedindo ajuda ao FMI e aos seus parceiros europeus; obviamente financiado com a impressora dos bancos centrais – não existe qualquer poupança nestas coisas, é tudo dívida pública financiada com a impressora de notas, ou seja, inflação.

Tendo em conta este histórico, parece que não foi suficiente, querem mais: incrementar a dose que nos arruinou há anos atrás. Agora, parece que tudo irá ser diferente!

O dinheiro da Bazuca virá com a venda de obrigações do tesouro – um dia destes, a única exportação do país – ao infatigável Banco Central Europeu (BCE), que as comprará todas, negligenciando a subida inexorável da dívida pública à estratosfera.

À boleia da “bazuca”, o plano proposto terá seguramente o mesmo destino dos anteriores– talvez o mais emblemático de todos os falhanços tenha sido o famigerado Plano Tecnológico: nas palavras dos então promotores, seria “uma peça essencial…para responder de vez aos problemas estruturais que têm afectado o crescimento económico de Portugal”; anos depois, após a sua implementação, tivemos a terceira bancarrota do regime!

Nem tudo será negativo estimado leitor; tal como nos anteriores planos salvíficos, geridos por um grupo de comissários – o planeamento central resulta sempre em desastre para a população – , a casta irá banquetear-se com negócios faraónicos e sem risco – arriscar o dinheiro do próprio bolso é apenas para tansos – , podendo, desta forma, adquirir residências, automóveis de luxo importados da Alemanha e, ao mesmo tempo, opinar sem qualquer rebuço e com enorme irrisão, algures num programa de opinião na nossa subsidiada imprensa, estes epigramáticos pensamentos: “não compreendo a razão para tanta pobreza em Portugal”; “na minha opinião, esta crise resulta do falhanço das políticas neoliberais”.

Toda esta loucura por dívida, défice e inflação terá de ser paga, que ninguém tenha dúvidas a respeito! Cada gota de suor do nosso trabalho será tributada. Como?

Em primeiro lugar, utilizando uma enorme imaginação para lançar novos tributos: já se fala de um “imposto sobre a burguesia do teletrabalho”. Não será que se referem àqueles que atravessam todas as crises sem qualquer risco de emprego?

Desta vez, para estes, a crise Covid-19 até foi melhor: em casa, sem trabalhar, a assistir a séries de TV, a receber por inteiro e a vociferar nas redes sociais, apelando a multas e acções persecutórias sobre os que tentavam ir à rua trabalhar para colocar a comida no prato de suas casas!

Em segundo lugar, eliminando a concorrência fiscal entre estados. Os estados que cobram menos às empresas e particulares serão ainda mais diabolizados; iremos escutar novamente as seguintes palavras: “em momentos de crise, é inaceitável que existam estados que são autênticos paraísos fiscais. É inaceitável este dumping fiscal!”.

Vão apelar igualmente à “coordenação fiscal”: Bruxelas quer implementar um verdadeiro cartel, assegurando-se que todos cobram muito e sem piedade a todos os desgraçados que residam na União Europeia.

Não pode haver escapatória, já dizia há uns meses atrás a presidente do BCE, a propósito da utilização das criptomoedas pelos cidadãos.

Em terceiro e último, eliminando o dinheiro físico e impondo o dinheiro digital, obviamente em regime de monopólio por parte do BCE – a concorrência monetária é sempre um enfado.

Agora, burocratas ao leme do banco central poderão saber, a todo o momento: o que negociamos, o valor das entradas e saídas na nossa carteira, o que compramos, a que horas compramos, as nossas preferências de compra, onde nos deslocamos…assegurar-se-ão que cada um paga a sua justa parte – sem escapatória!

Os estados nunca deixam escapar uma crise para obterem mais poder e controlo sobre os cidadãos.

A crise Covid-19 foi a oportunidade perfeita: aí temos o Novo Normal.

Para tal desiderato, instigou-se o medo e o terror sobre a população, através de propaganda sem fim, tanto nas redes sociais e aplicações populares (youtube, motores de pesquisa…), como na imprensa tradicional: televisões, rádios e jornais; em uníssono, todos propagaram as mesmas “verdades”.

Como implementaram a propaganda: espalhando a ideia de que existia uma mortalidade excessiva. As pessoas passaram a ter essa percepção.

A mortalidade nunca tinha sido tão elevada como em 2020. Pois bem, qual a razão para a Suécia, que não implementou confinamentos, não restringiu actividades económicas, não obrigou ao uso de máscaras, registar uma mortalidade em 2020 em linha com anos anteriores? Ninguém noticiou tais factos, apenas os lamentos do seu rei: “falhámos…”.

Na Figura 2, podemos observar que para a população com idade inferior a 70 anos, em 2020, na Suécia, a mortalidade esteve muito abaixo da média dos últimos anos. Embora ligeiramente acima, Bélgica, Eslovénia e República Checa também registaram uma mortalidade em linha com os anos anteriores, ao contrário de Portugal, Espanha e Itália.

Figura 2

O mesmo se passou para a população com idade igual ou superior a 70 anos (ver Figura 3). A Suécia registou uma mortalidade em linha com os anos anteriores para a sua população idosa. Parece que ninguém se recordou de noticiar tal facto….

Figura 3

É necessário então colocar a seguinte pergunta: qual a necessidade de confinar a população activa? Qual a necessidade de decretar a prisão domiciliária da população, quando o grupo de risco está perfeitamente identificado?

Como podemos observar na Figura 4, em 2020, 90% dos óbitos Covid-19 tiveram lugar para o grupo etário com idade igual ou superior a 70 anos, representando7,5% das causas de morte para este grupo etário.

Para a maioria da população activa, o Covid-19 representa apenas 4,5% das causas de morte em 2020; aceitando a forma como se aplica a causa do óbito, basta um teste PCR positivo para o classificar como tal.

Figura 4

A toda a hora, sem cessar, a imprensa publica estatísticas Covid-19 – óbitos, casos, internados -, e sempre com o fantástico aviso no canto do ecrã: “Fique em Casa”.

Para o negócio das televisões, esta histeria foi fantástica para as audiências; com tudo em casa, cheio de medo, a assistir à exploração, sem qualquer pudor, de imagens de urgências dos hospitais, de intermináveis filas de ambulâncias, de macas, de mascarados, de vacinados, de agulhas, de fatos Chernobyl. Até o CEO da conhecida cadeia de televisão norte-americana, a CNN, admitiu: “o Covid-19 foi fantástico para as audiências”.

Às vezes, a boca foge-lhes para a verdade. Sem qualquer esforço, o conteúdo da morte e da desgraça alheia é explorado até à exaustão, um filão a não perder.

Para se conseguir tal proeza, os números tiveram que ser inflacionados. Assim, a escol dirigente criou um teste PCR que apresenta um elevadíssimo risco de gerar falsos positivos, na verdade, uma montanha de falsos positivos, quando a taxa de prevalência é muito reduzida.

Felizmente, alguém denunciou:

  • Primeiro, o Tribunal da Relação de Lisboa arrasou a confiabilidade dos mesmos: “…a eventual fiabilidade dos testes PCR realizados depende, desde logo, do limiar de ciclos de amplificação que os mesmos comportam, de tal modo que, até ao limite de 25 ciclos, a fiabilidade do teste será de cerca de 70%; se forem realizados 30 ciclos, o grau de fiabilidade desce para 20%; se se alcançarem os 35 ciclos, o grau de fiabilidade será de 3%.”;
  • Passados meses, no último dia 6 de Janeiro de 2021, a própria DGS identificou o problema, emitindo, através do governo, um despacho: “Apenas amostras com maior carga viral e valores de «Ct» (Cycle threshold) (menor que) 25 deverão ser seleccionadas, de forma a maximizar o sucesso da sequenciação genómica;

O medo permitiu justificar todas as medidas de controlo da sociedade, que passam essencialmente pela eliminação da individualidade e dos laços familiares dos seus membros, bem como da privacidade e da liberdade individual.

Nos Kibutz israelitas, os filhos eram retirados aos pais para serem criados pela comunidade, dificultando que os primeiros tivessem compromissos emocionais fortes; ou seja, a amizade e a afeição nada lhes dizia.

Em séculos anteriores, os escravos que embarcavam nas costas africanas para as Américas eram separados das suas famílias, porquê: a resistência era menor; quando se perdem referências e o sentido da vida, a resignação é total.

A prática do império otomano do Devshirme consistia no rapto de jovens cristãos, retirando-os aos pais e mães, para serem educados pelo estado. Desta forma, tornavam-se absolutamente obedientes e, por essa razão, utilizados no exército, dado o seu com melhor desempenho- seguir a autoridade sem questionar.

Nada como sermos obrigados a usar uma máscara, somos mais um!

Isto quando a ciência afirma que “actualmente são limitadas e variáveis as evidências científicas que corroboram a eficácia do uso de máscaras por pessoas saudáveis na comunidade com o intuito de prevenir a infecção por vírus respiratórios, incluindo o SARS-CoV-2.” ­– ver página 10 do documento da OMS.

Também somos instruídos a não nos aproximarmos de ninguém, nem dos nossos entes queridos, em particular dos nossos avós. Nem o seu abandono e sanidade mental nos incomoda.

Até existiram pais que colocaram os filhos em divisões diferentes da casa, apenas porque um dos membros tinha obtido um teste positivo – nada de afectos ou proximidade!

Ao estarmos distantes uns dos outros, a nossa resistência é menor.

Aterrorizados pela presença do próximo, com o sempre presente medo que este nos possa infectar, aceitámos que nos retirassem:

  • Os direitos constitucionais, como por exemplo, a possibilidade do estado encarcerar-nos em casa sem um mandado de um juiz; ou sermos sujeitos a um diagnóstico médico sem o nosso consentimento prévio;
  • O direito ao ensino das crianças, com a maior parte do ano lectivo a ser ministrado à distância, com um enorme impacto nas crianças mais desfavorecidas economicamente; e quando tal não corre, as crianças são obrigadas a usar uma máscara e a ver o professor igualmente com uma máscara, eliminando por completo a tão importante comunicação facial, apesar da inexistência de qualquer evidência científica que as crianças sejam agentes transmissores;
  • Os direitos naturais, como trabalhar, empreender ou movimentar-nos livremente, sem qualquer impedimento ou restrição;
  • A nossa privacidade, aceitando a que nos obriguem a usar passaportes com atestados de vacinas; tudo serve como desculpa para um maior controlo;
  • A nossa independência económica, aceitando que inúmeros pequenos negócios sejam destruídos sem qualquer complacência, tornando os seus proprietários e colaboradores em receptores de uma esmola estatal – obviamente subservientes a tudo o que o poder lhes dite.

Somos agora uma sociedade indiferente à total falência do estado: a dívida pública totalmente descontrolada, a recessão económica sem paralelo, o desemprego galopante, a miséria que afecta o próximo, a dependência que a maioria dos cidadãos passou a ter do estado.

Tudo o que estes senhores estão agora a propor à Comissão Europeia será a sepultura onde seremos enterrados em breve.

À boleia de uma crise, por eles criada, e não por um vírus que afectou desde sempre a humanidade, desejam agora controlar todos os recursos financeiros e decidir a sua aplicação, com a eterna promessa de um paraíso terreno, em que um grupo restrito de iluminados irá ditar todos os detalhes da nossa vida:

  • quando podemos ir trabalhar;
  • que tipo de ensino será ministrado aos nossos filhos;
  • o que temos de colocar na cara para nos deslocarmos;
  • por onde podemos circular;
  • o que podemos receber pelos serviços e negócios que realizamos…

No fundo, uma sociedade acéfala, que apenas obedece. Este é o golpe final que um conjunto de burocratas em Bruxelas tenciona agora implementar.

Isto só pode piorar….

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