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Covid-19: O Embuste que tirou o véu à segregação em que vivemos

Em artigos recentes (artigo 1, artigo 2 e artigo 3), tentei demonstrar que a prisão domiciliária decretada pela maioria dos estados ocidentais era um erro crasso, pois a crise do Covid-19 não justificava tais medidas, pelas seguintes razões:

  • Não estava demonstrado que a mortalidade global tivesse incrementado. Em Portugal, o número de óbitos entre 1 de Novembro de 2019 e 30 de Abril de 2020 era o menor dos últimos 4 anos;
  • Segundo os últimos dados (Fonte1; Vídeo), a mortalidade do vírus Covid-19 não supera a de uma simples gripe; em anos anteriores, ninguém se lembrou de encerrar a economia para a combater. Em 2018/2019 a gripe vitimou 3300 portugueses, um valor muito superior às vítimas do Covid-19;
  • Ao contrário do difundido, as medidas de confinamento não produzem melhores resultados, tal como o caso Sueco, Islandês e de alguns estados norte-americanos assim o demonstram.

As medidas de confinamento também estão a produzir efeitos colaterais negativos, que todos estamos a ignorar. Aquilo que designei por “aquilo que não vemos”, sucintamente listado:

  • Várias enfermidades deixaram de ser tratadas, atendendo que o sistema está exclusivamente concentrado na crise do Covid-19;
  • A restrição de contactos sociais diminui a esperança de vida dos idosos, tal como este especialista alemão tão bem explicou (Vídeo; minuto 7:25): as medidas de confinamento são “grotescas, absurdas e perigosas”. Por outro lado, a violência doméstica, a depressão, o alcoolismo e a toxicodependência explodem nestas condições;
  • Isolar a população saudável, em particular as crianças, impede a imunidade de grupo e debilita o sistema imunológico, incrementando substancialmente o risco para as populações, assim que o confinamento seja levantado;
  • O desemprego e a miséria matam, retirando por completo a dignidade às pessoas, bem como a capacidade económica dos indivíduos de acederem a cuidados de saúde.

Face a estas evidências, a pergunta essencial que temos de colocar é a seguinte:

Como permitimos que o estado nos tenha colocado em prisão domiciliária, impedindo-nos de trabalhar e interagir socialmente, eliminando toda a normalidade das nossas vidas? Como foi possível que tal tenha acontecido sem qualquer sobressalto ou perturbação?

A resposta a esta pergunta reside no seguinte facto: a nossa sociedade é igual ao regime onde existe a segregação, dividido em duas raças:

  • (1) os contribuintes líquidos do estado;
  • (2) a dos privilegiados, os receptores líquidos do estado.

Este último grupo, que não pára de aumentar, é constituído por políticos, funcionários, pensionistas, burocratas, supervisores e dependentes de subsídios e prestações vitalícias.

A este grupo também se juntam as empresas que actuam em mercados protegidos, que beneficiam de uma licença estatal ou regulação especial; bem como aquelas que possuem ligações políticas, as denominadas “empresas estratégicas” ou “que representam um risco sistémico”: por outras palavras, perante qualquer dificuldade, o dinheiro dos contribuintes sempre as irá escorar.

Ao longo de anos, os políticos, bem como os altos funcionários que os coadjuvam nas suas decisões, deixaram de sofrer as consequências das suas decisões. Vivem numa Torre de Marfim, assim como a raça que representam.

Caso uma das consequências fosse a perda total de rendimento, ou a sua brutal redução, no processo de decisão das medidas de confinamento, alguém acredita que os políticos tivessem adoptado tal medida? Alguém julga que tal leviandade fosse possível? Se tivessem de enfrentar o desemprego e viver sem qualquer sustento, atrever-se-iam a tal?

Um empresário que adopta uma má decisão toma sobre si as consequências.

Quando contrata um colaborador sem as competências necessárias; quando decide construir uma fábrica para produzir um determinado produto que afinal não terá a procura esperada; quando não forma devidamente os seus colaboradores, resultando num mau serviço, com a inevitável perda de clientes e receitas. Tudo pode resultar num desastre.

No mercado, as resoluções têm consequências; por essa razão, a cautela e a ponderação são factores críticos no processo de decisão; caso contrário, os empresários arriscam-se a perder o seu capital.

Precisamente o inverso do que acontece com a raça de privilegiados: para eles, tudo isto é absolutamente dispensável, pois nunca arriscam o seu dinheiro, nem o seu rendimento sofre qualquer erosão.

De que forma esta raça se protegeu do processo de mercado?

  • (i) assegurando recursos financeiros sem limites;
  • (ii) obtendo um poder quase despótico sobre a sociedade, crescendo de forma desmedida nos últimos anos.

Actualmente, o sistema financeiro está nacionalizado e assente num número reduzido de bancos centrais: Reserva Federal norte-americana (FED), Banco Central Europeu (BCE), Banco de Inglaterra, Banco Central Suíço e Banco Central do Japão.

Estes 5 bancos centrais concentram um imenso poder, imprimindo dinheiro sem limites e comprando toda a dívida emitida pelos respectivos estados.

Desta forma, impõem o imposto mais silencioso de todos: a inflação.

Em troca, os estados manipulam o índice de preços, para que nas conferências de imprensa os banqueiros centrais se possam lamuriar com a inexistência de inflação!

Desde a crise de dívida soberana europeia, em 2012, os estados dissipadores da Europa, em particular os países do sul, sabem que esbanjar dinheiro em clientelas e correlegionários não tem qualquer relevância; o BCE irá sempre aparecer, através da compra de dívida e juros a 0%.

Ao contrário de um esbanjador, que é obrigado a pagar juros cada vez mais elevados, os estados são brindados com juros a 0%, o prémio por desbaratarem recursos na compra de votos.

Ao mesmo tempo, os aforradores são confiscados com juros nulos. A poupança é o inimigo desta gente.

Não é apenas o BCE que acode aos estados. No final, o dinheiro sempre aparece; nem que para tal se envie a conta para todos os contribuintes europeus. Precisamente as súplicas que nos têm chegado recentemente: dívida mutualizada já!

O importante é que o dinheiro continue a jorrar. Se os contribuintes europeus não estão para aí virados? Irá chegar ajuda do FMI, da Comissão Europeia…de algum sítio virá. Dinheiro não foi nem será um problema. Por isso a descontracção com que tomam decisões absurdas.

Não é só uma máquina de imprimir ao seu dispor.

De há anos a esta parte, a tributação incide em praticamente todos os momentos das nossas vidas:

  • por trabalhar (IRS, SS);
  • por consumir (IVA);
  • por adquirir propriedade (IMT, IS, IA);
  • por vender propriedade (mais-valias);
  • por manter a propriedade (IS, IMI);
  • por poupar (IS, taxas autónomas)

…um sem parar de confiscar; em alguns casos, também a morte é tributada. Agora só falta tributar o ar que respiramos.

Os recursos para a raça dominante são infinitos.

Para se assegurarem que a tributação é aplicada sem contemplações, todos os estratagemas são utilizados.

A actuação em cartel, implorando-se todos os dias à União Europeia para que nenhum estado pratique “dumping” fiscal – vá-se lá saber o que é isso. Todos devem confiscar muito e de forma concertada os seus cidadãos.

Recentemente, implementaram a troca de informações entre estados, para que ninguém escape à rede. Em paralelo, a lei fiscal assegura-lhes um poder que nenhum privado possui para cobrar dívidas: nenhum recurso nos tribunais impede a execução fiscal. As penhoras, executadas pelo braço armado dos estados (bancos), seguem sempre o seu curso. Não há qualquer deferência para um cidadão que se atreva a protestar.

Não são apenas os recursos financeiros que os eleva a uma torre de marfim, é também o poder sobre a economia e a sociedade. Com o argumento da defesa do consumidor, prosperam as agências de supervisão e organismos públicos, com um regimento de funcionários e burocratas, pagos na maioria das vezes com condições inimagináveis para a raça dos contribuintes líquidos.

Muitos deles até têm poderes policiais, tudo serve para intimidar.

Estas entidades podem propor legislação, limitando, desta forma, a liberdade económica e subindo os custos da actividade económica.

Quem sai protegido deste processo?

As grandes empresas, as únicas que suportam tais condições. Assim, a concorrência das pequenas entidades é esmagada pelo caminho, resultando num prejuízo para o consumidor, aquele que supostamente defendem!

Para poderem intimidar quem se lhes oponha, a lei atribui-lhes faculdades de emitir sanções com penalizações pesadíssimas. Sem correr qualquer risco – isso é para a plebe -, o burocrata tem o poder de inspirar receio.

A legislação por eles proposta, ao tornar impossível o seu integral cumprimento, dada a imensidão de regulamentos, permite-lhes inspeccionar com poderes policiais. No final de qualquer acto inspectivo, qualquer multa pode aparecer: tudo depende do humor do inspector! Se assim o entender, pode arruinar a vida de qualquer desgraçado que decidiu arriscar o seu capital.

O maior desafio que se lhes podia colocar seria o seguinte: solicitar-lhes que abrissem um negócio com as suas regras, seguramente que a falência seria decretada após a abertura.

Sofrer as agruras do mercado é para os outros. Eles são bons a esmagar quem produz!

Neste contexto, em que apenas as empresas do regime prosperam, estas tornaram-se as únicas que podem pagar às empresas responsáveis pela difusão de informação.

Desta forma, certificaram-se que apenas a voz da raça privilegiada se faz ouvir. Na última crise, não havia dia em que não barafustavam em relação ao corte da sua pensão milionária. Com a ruína do sector, as notícias incómodas são silenciadas, recorrendo-se, cada vez mais, ao sensacionalismo, com um único propósito: garantir a sobrevivência.

O bicho vai matar milhões, esconda-se em casa!

Para os representantes da raça de privilegiados, uma crise constitui sempre uma oportunidade para se capturar mais poder. Em 2012, a crise de dívida soberana europeia assim o comprovou. O BCE passou a supervisionar a maioria dos bancos europeus. Agora, não será diferente.

Tudo se iniciará pela nacionalização de empresas “estratégicas”.

Para um investidor privado, qualquer desses investimentos seria ruínoso, nem se atreviam a patrocinar tal aventura. No entanto, para a casta que nos pastoreia, como o seu bolso não está em risco, o resultado económico desse investimento é irrelevante.

O importante é obter uns bons empregos, comummente designados por “tachos”, para a clientela, amigos e correlegionários. Se a raça oprimida paga tudo isso? Não interessa.

Seguidamente, assistiremos ao discurso do “coitadinho”: temos de estar ao lado de quem mais precisa!

Servirá para justificar um novo confisco da raça oprimida. Em paralelo, para eliminar a última fuga ao poder do fisco, a coberto do combate ao bicho, será declarado o fim do dinheiro físico – pode disseminar o bicho!

Passaremos a utilizar em exclusivo o dinheiro electrónico. Desta forma, toda a nossa vida estará visível para qualquer funcionário ou burocrata, em nome do combate à fraude fiscal – o dinheiro nunca chega. Poderá vasculhar o que comemos, que livros compramos, onde nos deslocamos, onde estamos, com quem fazemos negócios…nada escapará ao “Big Brother” que se aproxima.

Tudo em nome da emergência social causada pelo bicho.

No fim, com a existência de apenas dinheiro electrónico, poderão confiscar ou congelar os depósitos da raça oprimida, mas com propósitos nobres: para financiar a “emergência sanitária” em que nos encontramos; os mais necessitados assim o exigem!

Alguém se surpreende que o desejo da casta de privilegiados seja continuar em casa, a assistir a séries Netflix e a receber por inteiro o seu salário. Em paralelo, a raça dos oprimidos viverá um pesadelo, com o seu salário reduzido a cinzas e enfrentando sérios problemas de saúde; fruto da miséria a que a condenaram.

No regime original, onde a segregação racial era praticada, as praias continham a tarja: “Apenas brancos”. Agora, deveria ser: “A Alameda é nossa”.

Isto só pode piorar!

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