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ONDE FALAMOS DE BOLSA
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Covid-19: Definitivamente um Embuste e um Desastre de Proporções Bíblicas

As semanas passam e os números deixam-nos cada vez mais perplexos: as estatísticas do Ministério da Saúde desmentem a existência de uma pandemia – o Covid-19. Actualizando o meu último artigo, entre 1 de Novembro de 2019 e 23 de Abril de 2020, registaram-se 58 874 óbitos em Portugal, o menor número dos últimos 4 anos, tal como é possível constatar na Figura 1.

Figura 1

Muitos não aceitam e apontam defeitos a esta análise: não se consideraram os acidentes de viação e de trabalho? Supostamente, estes deixaram de ocorrer durante o confinamento!

Ora, estes óbitos são irrelevantes para a análise em questão, senão vejamos. Segundo a base de dados Pordata, para todo 2018 (último disponível), o número de acidentes de viação totalizou 508 óbitos; assumindo dois meses de confinamento, representa um impacto de 85 óbitos.

No caso dos acidentes de trabalho, os óbitos durante 2017 (último disponível) foram 140, um impacto de 24 óbitos para a nossa análise – um total de 110 óbitos.

Desta forma, para tornar o período 2019/2020 comparável com os períodos 2018/2019, 2017/2018 e 2016/2017, teríamos que adicionar 110 óbitos dos acidentes de viação e de trabalho – assumindo que deixaram de ocorrer durante o confinamento – e retirar os 293 óbitos do dia 29 de Fevereiro, atendendo que foi um ano bissexto.

Ou seja, teríamos 58 691 óbitos. Em conclusão, o período entre 1 de Novembro de 2019 e 23 de Abril de 2020 continuaria a ser o período que registou o menor número de óbitos dos últimos 4 anos, deitando por terra o mito da pandemia!

A enorme surpresa não fica por aqui.

Se realizarmos a mesma análise para vários países europeus, iremos chegar à mesma conclusão. Existe um instituto Europeu, o EuroMomo, que monitoriza os óbitos na Europa. São considerados vários países nos dados publicados por esta entidade, incluindo aqueles severamente afectados pela célebre “pandemia” Covid-19, como a Bélgica, a Espanha, a Itália e a França.

Novamente, entre a semana 45 de 2019 e a semana 16 de 2020 (cada ano tem 52 semanas), registaram-se 1,4 milhões de óbitos, inferior a 2017/2018 e ligeiramente superior a 2016/2017 – podemos observar estes dados na Figura 2 –, novamente, nada que justifique a histeria que vivemos.

Figura 2

Estes números obrigam-nos a colocar as seguintes questões:

  • (i) se o número total de óbitos não se alterou e ocorreram vários casos de Covid-19, por que motivo desceram expressivamente as outras causas de morte, como a gripe, por exemplo?
  • (ii) se o número total de óbitos não se alterou, não estaremos a indicar o Covid-19 como a causa da morte, quando na realidade, tal como para outros anos, teria sido outra a causa de morte?
  • (iii) a morte por gripe desceu face a outros anos? Como explicar, tendo em conta que os idosos estão na sua maioria do tempo em lares e casas durante o Inverno/Primavera e, por essa razão, o confinamento não incrementou a sua protecção.

Para finalizar esta análise, ainda se coloca a questão: e então Espanha? Todos sabemos que os nossos vizinhos têm sofrido bastante com esta “pandemia”. Mais uma vez, os dados fornecidos pelo instituto europeu EuroMomo, deitam por terra esta “neurose colectiva”.

Na Figura 3, constatamos que existe o início de um pico de mortalidade a partir da semana 7 de 2020; no entanto, a média de escores-z (os únicos dados publicados até ao momento) para o período entre a semana 45 de 2019 e a semana 16 de 2020 foi inferior a 2017/2018!

Caso tenhamos o valor 1 para uma dada semana, significa que ocorreu um desvio padrão acima da média semanal de óbitos em Espanha. Para 2019/2020, em média, registaram-se 4,8 desvios padrão acima da média semanal de óbitos, inferior a 2017/2018 e ligeiramente superior a 2016/2017, nada que justifique um confinamento que arruína a economia.

Figura 3

Antes da crise Covid-19, a verdade é que o mundo já se encontrava numa bolha há muitos anos, fruto de políticas irresponsáveis de bancos centrais e governos; a crise do Covid-19 apenas veio acelerar o desastre que se avizinhava, servindo apenas de bode expiatório para o cataclismo económico que irá ter lugar nos próximos meses e anos.

Em Fevereiro do presente ano, a capitalização bolsista dos mercados norte-americanos representava 200% do PIB norte-americano, algo nunca visto!

Na Figura 4, podemos verificar que desde Fevereiro de 2009 (735 pontos; fecho mensal) ao máximo histórico ocorrido a princípios de 2020 (3226 pontos; fecho mensal), o índice sp500 registou uma subida de 339%, uma rendibilidade anualizada de 14,5%!

Figura 4

Esta bolha bolsista resultou da impressão massiva de dinheiro por parte do banco central norte-americano, a Reserva Federal (FED); de Setembro de 2008 a Janeiro de 2015, o balanço da FED registou uma subida de 3,6 biliões de USD (milhões de milhões), algo em torno a 17% do PIB norte-americano!

Quem beneficiou com esta subida? 1% da população, aqueles que detêm a grande maioria dos valores mobiliários da bolsa norte-americana.

Durante as últimas 5 semanas, cerca de 26 milhões de norte-americanos solicitaram subsídio de desemprego, por terem perdido a sua ocupação remunerada. 

Para termos uma ideia do desastre, durante a última crise, as três piores semanas de 2008/2009 registaram 2,7 milhões de pedidos- um ritmo semanal 6 vezes pior.

Ao mesmo tempo, não satisfeita com os resultados obtidos, a FED decidiu imprimir novamente dinheiro, mas agora numa escala muito superior, visando salvar todos os seus “amigos” bilionários. Entre 1 de Setembro de 2019 (antes da crise do Covid-19) e 20 de Abril de 2020, o seu balanço cresceu 2,8 biliões, um ritmo 6 vezes superior à anterior subida!

Desta forma, logrou que o índice sp500 mantivesse a tendência ascendente em vigor desde Março de 2009 (ver Figura 4), apesar da calamidade económica que o cidadão comum dos EUA vive. Um verdadeiro Robin dos Bosques para os ricos!

A prova que a inflação não produz crescimento económico, mas apenas ruína, caso contrário, países como a Venezuela e o Zimbábue estariam a usufruir de uma enorme prosperidade económica, ninguém como eles sabe imprimir dinheiro até ao infinito, é observar a evolução do índice S&P 500, mas medido em onças de ouro.

Desde 2000, o sp500 regista uma tendência descendente, apenas interrompida por uma bandeira entre 2011 e o presente ano, rompida no sentindo descendente em Abril do presente ano – um sinal que a tendência descendente deverá continuar. Toda esta subida foi fumo!

Figura 5

As poupanças dos cidadãos estão a ser obliteradas por políticas inflacionistas, em que os cidadãos são iludidos pelos índices de inflação publicados pelos governos – uma verdadeira patranha.

Os banqueiros centrais, como Banco Central Europeu (BCE), utilizam estas crises, como a presente do Covid-19, para incrementar o grau de confisco sobre as populações, utilizando o imposto mais silencioso de todos: a inflação!

Como podemos observar na Figura 6, no presente ano, o Ouro subiu 18% – por onça, de 1353 euros a 1596 euros – e superou um anterior máximo histórico.

Estes milhares de milhões que aparecem todos os dias nas televisões e jornais, que o comum cidadão julga mágicos e gratuitos, incitados e apoiados por avençados do regime, têm um custo: o dinheiro que temos no bolso perde poder aquisitivo, ou seja, as nossas poupanças são aniquiladas!

Na verdade, julgo que o BCE desejaria imprimir Ouro, mas, até ao momento, tal propósito ainda não foi possível.

Figura 6

No regime em que vivemos, de banqueiros centrais e governos improvidentes, para além de inflação, temos a supressão das taxas de juro, que visa simplesmente confiscar de forma definitiva os aforradores.

Não só o depósito perde valor, como a remuneração para compensar a perda do poder aquisitivo é inexistente!

Por outro lado, informam-se as pessoas que os défices e o crescimento da dívida pública não importam: é preciso relançar a economia, segundo nos avisam!

Para os políticos do Sul da Europa, que realizaram uma consolidação fiscal pelo lado da receita, o dinheiro tem sempre de aparecer, de qualquer maneira, sem olhar a meios.

É vê-los todos os dias a reclamar por dívida mutualizada, por fundos de resgate financiados por dívida, por mais dinheiro impresso pelo BCE; tudo serve para continuar a comprar votos e a manter uma clientela anafada!

Viver do confisco dos contribuintes líquidos é o seu modo de vida! Apesar de nunca resultar, a receita para sair de uma crise é sempre a mesma: défice, dívida e inflação!

Realmente nada disto surpreende, atendendo que vivem há anos ligados à máquina do BCE. Actualmente, o balanço do BCE representa 46% do PIB da área Euro (5,5 biliões vs 12 biliões de euros)!

Tal política tem destruído o valor do Euro nos mercados de Forex.

A moeda única está a depreciar-se em relação ao USD desde 2008, uma tendência descendente que se mantém (máximos e mínimos decrescentes), tal como podemos constatar na Figura 7. Importamos bens a preços cada vez mais elevados; a destruição através da inflação de aforradores e consumidores é assunto de menor importância.

Figura 7

Todos os dias prometem que não haverá austeridade, continuando a enganar descaradamente as populações, apesar de todas as intervenções e compras do BCE, no entanto, o mercado de dívida parece indicar o contrário: uma nova crise de dívida soberana está aí de novo à porta.

Em artigo anterior, indiquei que a necessidade de financiamento de Portugal, Grécia, Itália e Espanha até ao final do presente ano, face a uma queda estimada de 10% do PIB – poderá ser muito superior –, seria em torno a 200 mil milhões de Euros, constituindo um enorme “buraco” orçamental.

A taxa de juro implícita da dívida pública, de maturidade a 10 anos, emitida pelo estado português, negociada no mercado secundário, subiu no presente ano 71 pontos base.

O impacto de tal subida, pode ser obtido pelo cálculo de um incremento de 100 pontos base: implicaria uma despesa adicional de 2,5 mil milhões de euros (a actual dívida está em torno a 250 mil milhões de Euros), cerca de 20% do orçamento do ministério da Saúde.

Podemos ter uma ideia do que se aproxima!

Figura 8

No presente ano, o mesmo aconteceu para a Grécia (+70 pontos base), Espanha (+40 pontos base) e Itália (+45 pontos base).

Dado o grau de endividamento destas economias, e face aos dados que temos até à data, o confinamento, com a consequente destruição da vida de muitas empresas e empregos, será algo de que nos iremos arrepender profundamente.

Não temos economia para suportar isto, apenas iremos gerar desespero e miséria, resultando num impacto muito superior à “pandemia” que por aí grassa.

Mas ao contrário da Nova Zelândia, que decretou recentemente um corte de 20% nos salários da administração pública (para já, previsto para os próximos seis meses), atendendo que não era ético que o sector privado suportasse em exclusivo despedimentos e cortes, nos países do Sul da Europa faz-se precisamente o contrário: subida de salários!

É natural que tal aconteça, a desgraça que nos está a bater à porta nunca lhes tocou: o dinheiro sempre apareceu.

Seja através de dívida, défice ou inflação; o método não interessa. Por isso é vê-los a falar, a partir de casa, a apoiar o confinamento e, ao mesmo tempo, a reclamar que os rendimentos não podem ser subtraídos.

  • Não lhes entra na cabeça que o rendimento provém da produção de bens e serviços úteis ao consumidor;
  • Não lhes entra na cabeça que uma máquina de imprimir notas não produz nada, apenas beneficia os primeiros receptores das “novas notas”, neste caso, os mais influentes junto do poder, os avençados do regime e membros da clientela;
  • Não lhes entra na cabeça que a tributação até ao infinito dos mais produtivos da sociedade, dado o gasto público sem fim e em nome da famigerada “justiça social”, é um forte desincentivo a trabalhar e produzir, gerando emigração e fuga de talentos – ninguém se questionou o porquê do enfermeiro que tratou Boris Johnson ter emigrado;
  • Não lhes entra na cabeça que são as poupanças e os lucros que financiam o investimento em capital fixo, indispensável à subida da produtividade e dos salários reais, e não uma máquina de imprimir dinheiro e dívida sem fim.

Isto só pode piorar!

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