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Covid-19: A Destruição da Economia e a Ressurreição do Fascismo

Uma das principais razões, se não a principal, para a supremacia da economia e cultura ocidentais foi o seu apreço à liberdade. Ao longo de séculos, foram necessárias revoluções e muito sangue para que esse desiderato fosse alcançado.

Covid-19: A Destruição da Economia e a Ressurreição do Fascismo

Como triunfou a liberdade? Através da lei e de um estado pequeno e forte no desempenho das suas funções de soberania.

A lei servia para proteger o cidadão da tirania do estado, a propriedade privada e a vida. O estado fazia cumprir a lei e os contratos, protegia os seus cidadãos de agressões internas (assaltos, ferimentos…) e externas (guerra contra outro estado) e defendia os valores da sua comunidade – a sua língua, os seus valores e a sua cultura.

A tributação, exclusivamente indirecta, era limitada a assegurar o financiamento dessas funções. A tributação directa era considerada uma agressão à propriedade privada.

Cada cidadão era livre de empreender e de almejar a felicidade, desde que respeitasse a liberdade individual dos demais, e era tratado de forma igual perante a lei face aos demais cidadãos.

A partir de uma revolta contra os impostos de Jorge III de Inglaterra e um monopólio monetário, apenas a moeda do Banco de Inglaterra tinha curso legal nas colónias norte-americanas,  nasceram os Estados Unidos.

A partir desta revolução e com base nestes valores, emergiram como a sociedade mais rica do planeta no princípio do século XX, tornando-se a primeira potência mundial no final da segunda guerra mundial.

A liberdade sempre foi amiga da prosperidade económica.

Em confronto com este modelo, que emergiu no século XVIII e XIX, e foi teorizado pela primeira vez por escolásticos da Península Ibérica no século XVII, no início do século XX, surgiram modelos totalitários de governo.

Em 1917, a revolução comunista na Rússia, inspirada no Marxismo e no Socialismo Revolucionário.

Em 1922, o Fascismo, através da vitória de Mussolini, um ex-membro do partido socialista italiano, nas eleições desse ano, implementando nos anos seguintes uma ditadura totalitária e sanguinária, com base nos seguintes princípios:

  • Apesar de existir propriedade privada, o sistema de governo carteliza o sector privado e planeia centralmente a economia;
  • Os produtores autorizados e com licença para prosperar dependem em absoluto dos humores dos planeadores centrais, ao contrário de uma sociedade livre, em que esta decisão está nas mãos dos consumidores;
  • Restrição, ou mesma negação, de direitos e liberdades. Como? Com recurso a uma polícia política e de uma rede de delatores, visando controlar e condicionar o comportamento da população;
  • Exaltação de um estado policial, como fonte de ordem;
  • Poder executivo com faculdades ilimitadas, sem qualquer contrapoder no seu caminho.

Julgo que não existe maior exacção para definir o regime fascista do que as próprias palavras de Mussolini: “Tudo dentro do estado; nada fora do estado; nada contra o estado”. O socialismo e o comunismo são a outra face da mesma moeda, apenas não existindo propriedade privada.

Em 1933, chegou ao poder o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, mais conhecido pelo partido Nazi, partilhando muitos dos valores do fascismo italiano.

Quando estudamos história, julgamos que estes regimes foram derrotados na segunda guerra mundial e em 1989, com a queda do muro de Berlim.

Nada mais errado!

A crise do Covid-19, veio despertar-nos para uma realidade que julgávamos apenas existir nos livros. Todos os dias, somos confrontados com a perda inexorável de liberdade, levando-nos a uma realidade próxima dos sobreditos regimes totalitários.

Nos regimes comunistas e fascistas, os altos quadros do estado decidiam tudo: quem produzia, que preços se praticavam, o valor dos salários, como se fabricava, como se distribuía; nada sem o aval de um comissário era permitido.

Presentemente, não existe sector de actividade onde não prospere uma agência do estado, determinando, vigilando e sancionando.

Através do licenciamento, quem pode entrar no sector de actividade; que produtos se podem promover; que práticas comerciais são consentidas; que departamentos de auditoria e controlo são obrigatórios; que comportamentos são autorizados; que tipos de incentivos não são obstados.

Caso os agentes económicos não logrem cumprir a infindável lista de normas, detectadas através de inspecções com um carácter quase policial, de imediato sofrem sanções confiscatórias.

Obviamente, tal contexto é um salvo-conduto para exterminar os pequenos e tornar os grandes maiores e impedir que nenhum intruso se atreva a entrar: a concorrência não é bem-vinda!

Ao mesmo tempo, constrói-se a farsa da suposta independência, em que durante vários anos, os líderes destas agências são inimputáveis. Falta contar que são sempre seleccionados entre os amigos do regime e recebem salários milionários e livres de impostos – isso é apenas para a plebe – para assegurar precisamente a sua independência!

Um pequeno empresário, nem nos seus melhores sonhos almejaria tais rendimentos, apesar de produzir bens e serviços úteis à comunidade e ser obrigado a sustentar esta casta policial e inspectiva que o condiciona, persegue, sanciona e lança permanentes anátemas sobre a sua honorabilidade.

Nestas últimas semanas, assistimos por parte do governo norte-americano ao resgate de grandes empresas, atendendo que se encontravam em risco de falência iminente.

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Durante vários anos, muitas destas empresas endividaram-se para comprar acções próprias e provocar, desta forma, a subida da cotação, permitindo a gestores e accionistas embolsar chorudos bónus e mais-valias.

Tal endividamento foi incentivado pela Reserva Federal norte-americana, através de taxas de juro a 0% durante vários anos, visando, segundo esta entidade, “estimular a economia e ajudar os mais desfavorecidos”.

Não é possível descrever tanta hipocrisia.

O mesmo acaba de acontecer com a União Europeia: os estados membros podem nacionalizar empresas em apuros.

Ou seja, os planeadores centrais e burocratas decidem quem sobrevive e prospera, tal como num regime totalitário.

Os consumidores não contam para esta decisão. Os contribuintes são chamados a pagar estes desmandos, impedindo o desaparecimento de empresas ineficientes.

As empresas que serviram os consumidores com lucros e que actuaram diligentemente, sem se endividarem, sofrem agora uma concorrência desleal por parte de empresas que deveriam desaparecer.

Nem os fascistas teriam feito melhor!

Nos regimes comunistas e fascistas, o estado elaborava planos para a economia. Agora, também assistimos a súplicas por planos salvíficos: necessitamos de um novo plano “Marshall”.

Os planos quinquenais da falida União Soviética provaram, sem margem para dúvidas, o falhanço do planeamento central; no entanto, as vozes de apoio por uma receita falida não cessam de se fazer ouvir.

O sucesso do plano “Marshall” é um mito. Quem provocou o milagre económico alemão foi um regime de liberdade económica: moeda forte e sem inflação – o “Deutsche Mark”-, respeito pela propriedade privada, baixos tributos, mercados livres e contas públicas em ordem.

O plano “Marshall” apenas consistiu num subsídio do estado norte-americano a países europeus, visando garantir exportações a grandes empresas norte-americanas; pouco, ou quase nada, foi aplicado em infra-estruturas, no entanto, a falácia persiste.

Nos regimes comunistas e fascistas, a propriedade privada tinha pouco valor. Nos primeiros, simplesmente não existia; nos segundos, era aquilo que os altos funcionários do estado queriam que fosse.

O Banco Central Europeu imprime dinheiro sem freio, diminuindo o poder aquisitivo da moeda que temos no bolso. Todos os dias praticam truques de prestidigitação: estímulos monetários de milhares de milhões de Euros, ou mesmo de biliões.

Ao mesmo tempo, ninguém se interroga: De onde vem tanto dinheiro?

Obviamente que vem da impressora do BCE, que consiste no confisco de propriedade privada e na criação de inflação: o fenómeno monetário inimigo dos mais pobres.

No programa inicial de Mussolini, quando chegou ao poder, constava o confisco de lucros e de bens da igreja; igualmente, o lançamento de impostos directos e a nacionalização de fábricas.

Com a crise do Covid-19, escutamos líderes a decretar a proibição de lucros. Segundo eles: são imorais!

Gostaríamos de saber quem lhes paga os salários no final do mês, se não o lucro das empresas. Sem empresas que sirvam o consumidor de forma rendível, a extracção de impostos é impossível.

Nada disto é agora relevante.

Entre 1922 e 1943, Mussolini fez disparar a dívida pública italiana. Quando chegou ao poder, a dívida pública era de 93 mil milhões de liras, em 1943 era de 406 mil milhões de liras, um crescimento de 337%; e anualizado de 7% ao ano!

Não existia regime que mais amava défices e dívida pública: em nome de infra-estruturas e da fabricação de material de guerra.

A presente classe política mantém défices e dívidas públicas brutais, em nome de vitórias eleitorais e de não aplicar austeridade, esquecendo-se de explicar à população que a estagnação dos salários se deve à eliminação da capacidade de investimento dos particulares e empresas, fruto da desvalorização da moeda e dos elevados tributos sobre rendimentos, património e lucros.

Estamos a empobrecer, em resultado de políticas predatórias sobre a produção e a acumulação de capital, algo indispensável à subida de salários.

Apesar dos resultados catastróficos, a elite representante do regimento à mesa do orçamento implora por mais dívida e despesa pública na imprensa e nas televisões, sempre com os estribilhos: “as pessoas acima da economia”...”nem tudo são números”…”agora é o momento de solidariedade”…”é o fim da União Europeia”“a Holanda é um offshore”.

Nos regimes comunistas e fascistas, a casta encostada ao poder nunca sofria as agruras da plebe, em particular nos momentos de dificuldade económica. Agora, em cada crise económica, enquanto o sector privado perde o seu rendimento, fruto do despedimento e da falência, os que comem do orçamento de estado continuam a desfrutar do seu salário no sossego do lar e, ao mesmo tempo, a ver séries televisivas da Netflix.

Nos regimes comunistas e fascistas, as pessoas necessitavam de uma autorização para se deslocar do ponto A para o ponto B. Qualquer cidadão estava obrigado a solicitar ao poder permissão para se deslocar. Agora, temos a polícia a questionar-nos para onde vamos e de onde somos – caso não satisfeitos com os nossos esclarecimentos e documentos, arriscamo-nos a uma pesada multa, ou mesma a prisão.

Nos regimes comunistas e fascistas, a polícia política utilizava uma rede de denunciantes para apanhar com maior facilidade os infractores aos ditames do estado. Agora, o fisco trata-nos a todos como possíveis bufos: “deseja número de contribuinte?”.

Com a presente crise do Covid-19, até apareceu uma página no Facebook para receber denúncias em relação às pessoas que não acatam as restrições do estado de emergência:

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Uma página de chibos!

Nos dias que correm, a Comissão Europeia não se depara com qualquer obstáculo à sua fúria legislativa. Produzem leis em roda livre, sem qualquer escrutínio democrático ou resistência, que interferem em quase todos os aspectos da nossa vida.

Não conhecemos os rostos de quem as escreve. O seu líder é seleccionado ao melhor estilo de uma ditadura comunista: através de um candidato único!

Estas directivas comunitárias servem para garantir que um sistema de vigilância permanente sobre os cidadãos é implementado, através da troca de informações e obrigando as empresas a enviar todos os aspectos da nossa vida para bases de dados centralmente controladas por iluminados da União Europeia:

Qual o propósito?

Garantir que nenhum cidadão escapa à voracidade por mais receita fiscal, nem que para tal a nossa privacidade e direitos deixem de ter qualquer relevância.

O poder arbitrário do estado decidiu arruinar a nossa economia, forçando-nos a ficar em casa, sem possibilidade de produzirmos. Em paralelo, ninguém se questiona sobre o número de pessoas que irão falecer por pobreza e desespero, nem tão pouco no número de mortos causados por falta de resposta do sistema, dado estar exclusivamente preocupado em dar solução à crise pandémica do coronavírus.

Sem nos darmos conta, estamos a viver uma realidade que todos os dias se aproxima de um regime totalitário, acompanhado de um desastre económico, em que nos iremos afundar em dívida e défices.

Somos escravos do estado, suportando uma carga fiscal que em alguns casos nos obriga a trabalhar mais de 5 meses para o sustentar. Somos escravos dos bancos, dado estarmos submersos em dívidas, atraídos pela ilusão do crédito fácil e barato proporcionado pelo Banco Central Europeu.

Para surpresa de muitos estrangeiros, Portugal foi um exemplo de uma população ordeira e resignada. Julgo que não é surpresa:

A estátua do maior facínora da nossa história continua de pé. O amor pela liberdade é algo pouco apreciado por estas paragens.

 

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