Loading...

Blog

ONDE FALAMOS DE BOLSA
Home / Blog

COVID-19: A Caminho da Mendicidade!

Enquanto o mundo discute a fralda na cara – sim ou não, protege ou não protege, põe, tira...-, os estados europeus, em particular os do sul da Europa, caminham alegremente para uma espiral de endividamento sem paralelo na sua história.

A inédita experiência social de confinar pessoas saudáveis destruiu por completo a economia, em particular o sector do turismo e da aviação comercial, resultando num gasto público desenfreado e descontrolado.

Em silêncio, sem qualquer alarme, o ritmo de emissão de nova dívida pública acelerou a ritmos impensáveis; em breve, o cumprimento do serviço de dívida tornar-se-á um autêntico Pokémon.

Aparentemente, aos dirigentes europeus nada os preocupa, tal como os embriagados em crédito. Passaram-se a comportar da seguinte forma: para pagar dívidas, pede-se outro empréstimo de valor superior; mais e mais, a um ritmo crescente e sem cessar.

Faz recordar um conspícuo ex primeiro-ministro que dizia que as dívidas públicas não eram para pagar – parece que afinal tinha razão!

A pergunta é obrigatória: quem proporciona todos os dias cartões de crédito de várias cores e feitios a esta casta de dissipadores?

O Banco Central Europeu (BCE); com a sua rotativa – agora basta carregar um botão do computador – emite dinheiro e compra uma pletora de obrigações.

Um produto de excelência na vitrina dos modernos governos europeus: à venda, em enormes quantidades, com todo o tipo de maturidades e à escolha de um freguês único!

Segundo a Comissão Europeia, o PIB português irá registar uma queda próxima de 10% (ver Figura 1); tendo em conta o ritmo de crescimento nos primeiros 7 meses do presente ano, a dívida pública irá terminar 2020 em torno a 275 mil milhões de Euros. Um aumento líquido de 25 mil milhões de Euros; o correspondente a 2,5 mil euros por cada português.

Figura 1

Numa família de 4 pessoas, em seu nome, o estado português irá seguramente endividar-se em 10 mil euros: apenas em 2020!

No que respeita ao crescimento da dívida pública, somos, sem margem para dúvida, “os mais melhores do mundo”. Em homenagem a este plangente desastre, o préstito de esbanjadores continua a sua marcha imparável: rumo ao abismo!

No final do ano, a dívida pública caminha a passos largos para 150% do PIB: é obra!

Na nossa vizinha Espanha, a coisa também não aparenta ser melhor; é apenas executado com maior filáucia e despotismo. O ritmo é de 100 mil milhões de Euros por semestre (ver Figura 2); no final de 2020, estima-se um acréscimo líquido de 200 mil milhões de Euros na sua dívida pública; algo em torno a 4,5 mil euros por habitante, incluindo idosos, crianças e adultos!

Para uma família espanhola de 4 membros, em seu nome, o estado espanhol pretende endividar-se em 18 mil euros; apenas em 2020!

Figura 2

Na Figura 2, estima-se que a dívida pública espanhola se aproxime dos 130% do PIB, devido ao crescimento da dívida pública e à queda prevista do PIB de 11%.

O ritmo do segundo trimestre de 2020 é avassalador, tendo ocorrido um acréscimo líquido de 65 mil milhões de Euros na dívida pública!

Em relação à Itália, um dos países responsáveis pela propagação do pânico e do medo, através de imagens que mais tarde se revelaram falsas (notícia 1; notícia 2) – algumas já retiradas das redes sociais -, também decidiu pisar o acelerador a fundo ao conduzir na auto-estrada com destino ao sobreendividamento.

No final do ano, aproximar-se-á dos 170% do PIB, algo que poderá ser incomportável de suportar. O cenário de juros negativos parece ser a única alternativa no futuro: algo que certamente o BCE irá assegurar (ver Figura 3).

Figura 3

Para terminar, a Grécia: o ébrio em dívida pública.

Ninguém logra abrandar a caminhada para o abismo dos gregos. O surpreendente desta história: sempre existe alguém para realizar o empréstimo miraculoso que permite remir a iminente desgraça.

Apesar de se ter beneficiado de dois perdões de dívida, no final de 2020, a sua dívida pública superará os 230% do PIB! Trata-se da verdadeira lebre desta corrida para os infernos!

Figura 4

O espantoso é a magia do Banco Central Europeu. No mundo real, um embriagado em dívida teria de suportar subidas permanentes na taxa de juro a cada novo empréstimo contraído, atendendo ao maior risco de incumprimento.

No novo mundo é tudo ao contrário: a participação em orgias de dívida é devidamente recompensada.

Na maturidade a 10 anos (sessão de 08-09-20), no mercado secundário, a taxa de juro implícita de Portugal era de 0,355%, a de Espanha 0,3%, a de Itália 1,095% e da Grécia 1,167%. Uns verdadeiros artistas da prestidigitação, estes planeadores centrais ao leme do BCE.

As bolsas europeias continuam a reflectir este medíocre desempenho económico. Os principais índices bolsistas das empresas cotadas nas bolsas de Itália (MIB 40), Portugal (PSI 20) e Espanha (IBEX 35), continuam pintados de vermelho no presente ano, com quedas entre o final de 2019 e 4 de Setembro de 2020 de -16%, -17% e -26% respectivamente (Figura 5).

Figura 5

Em sentido contrário, o índice norte-americano tecnológico Nasdaq 100 sobe 33%, indicando que alguém se está a beneficiar, e muito, com esta “pandemia”.

O “fique em casa” e a “vacina para todos” está a apresentar excelentes resultados para estas entidades.

As empresas do sector tecnológico e da saúde são as verdadeiras vencedoras deste “novo normal”: do distanciamento social, das luvas, do álcool e da, claro está, máscara!

Esta questão deverá sempre ser colocada: quem se beneficia com a crise?

Empresas como a Novavax e a Seres, ambas do sector farmacêutico, sobem 2 235% e 593% respectivamente (ver Figura 6). Um investimento de 100 USD no final de 2019, valeria 2 235 USD e 593 USD.

A empresa Zoom, a aplicação por defeito para todas as reuniões à distância no “novo normal”, sobe 444%; a emblemática Tesla sobe 400%.

Com o argumento da “pandemia”, o banco central sopra uma nova bolha bolsista: aguardamos pacientemente o rebentar da mesma, tal como ocorreu em 2000!

Figura 6

Para perpetuar esta farsa circense, recentemente, o The Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), da Universidade de Washington, veio anunciar uma nova profecia catastrofista.

Estimam que Portugal, Espanha e Suécia terminem o presente ano com 8 mil, 69 mil e 12,8 mil óbitos respectivamente causados pelo vírus Covid-19. Tais números representariam uma subida que multiplicaria por 4,4, 2,3 e 2,2 respectivamente o número de óbitos em cada país até ao momento!

O mais surpreendente do estudo é a pouca atenção aos detalhes.

Anunciam que devem ser tomadas medidas drásticas, para além dos sempre presentes fralda na cara e distanciamento social, pedem novos confinamentos da população, porque vem aí a peste negra, utilizando um apelo lancinante: três quartos de um milhão de vidas poderiam ser salvas até 1 de Janeiro”.

O curioso é que o incremento de óbitos por 100 mil habitantes, no caso da Suécia, é de 125 desde Setembro até ao final do presente ano – o país onde não se aplicou o confinamento, não é obrigatório o uso de máscaras, os seus técnicos de saúde são promovidos nas organizações internacionais (ver Figura 7) e que apresenta as mais baixas taxas de mortalidade dos últimos 20 anos; além disso, os seus técnicos anunciaram uma das mais baixas taxas de incidência de infecções Covid-19 nos últimos dias, significando um fim da crise Covid-19.

Figura 7

Enquanto esta subida em Espanha é de 150 (ver Figura 8) – o país dos Torquemadas regionais, que estão a colocar em prática um regime totalitário, eliminando todos os direitos constitucionais da população; ver vídeo 1; vídeo 2; vídeo 3; notícia.

Aparentemente, a máscara obrigatória na rua, a proibição dos ajuntamentos e o confinamento brutal nada resolve, atendendo que o seu desempenho é pior que a Suécia, segundo este “fantástico” estudo!

Figura 8

Já conhecemos estes anúncios catastrofistas; comunicados sem qualquer rebuço.

A 16 de Março, o Imperial College informava que iriam ocorrer 550 mil óbitos no Reino Unido até ao final de Setembro do presente ano.

O erro foi brutal, um excesso de apenas 865% – 57 mil óbitos aproximadamente até ao momento. Além disso, todos os dias recebemos notícias sobre a credibilidade das estatísticas (notícia 1; notícia 2) britânicas.

O anúncio do medo tinha que seguir o seu curso; ninguém se importou com o comunicado do governo britânico a 20 de Março, em que foi declarado que o vírus Covid-19 era de baixa perigosidade (fonte; “As of 19 March 2020, COVID-19 is no longer considered to be a high consequence infectious diseases (HCID) in the UK”). Todos os propósitos servem a propaganda do medo.

Recentemente, a líder da autoridade máxima da saúde no Canadá pediu à população para colocar a máscara durante a prática de sexo!

Não tarda nada, e dizem-nos para tomar um duche, desinfectar as mãos e os órgãos genitais, calçar luvas e colocar a máscara antes do acto; ainda iremos terminar com a promoção do acto de onanizar – a satisfação suprema no “novo normal” – e da abstinência como a melhor forma de protecção: a estupidez, definitivamente, não tem limites!

A abertura do ano escolar visa estabelecer todos os superlativos da estupidez e da desumanidade. Nada como imagens para nos darmos conta (ver Figura 9) do absurdo. Até são publicitadas acções de desinfecção, ao melhor estilo Caça Fantasmas, onde certamente foram caçados todos os gambozinos!

Figura 9

A estupidez dos tempos que vivemos não tem paralelo na história da humanidade.

Desde crianças subnutridas com um cartão a tapar a cara, ao boneco vestido de noiva na vitrina com uma máscara, ao café com as mesas todas separadas por acrílicos, às notícias absurdas de que o vírus pode entrar pela casa de banho, a vídeos com os passageiros a sair de um avião, recebidos por uma fila de batedores, equipados com a inevitável indumentária Chernobyl, de pistola em punho, a pulverizar as pessoas com o aparente intuito de matar o bicho, tudo é possível no “novo normal”!

Figura 10

Há uns meses tínhamos a famosa activista ambiental sueca a alertar para os efeitos nocivos do excessivo uso de plásticos. Não havia dirigente mundial que não quisesse tirar uma foto com tal celebridade ou dar-lhe palco em todas as oportunidades.

Agora, os plásticos são uma autêntica praga e ninguém se incomoda: máscaras atiradas ao chão e acrílicos por todos os sítios.

Quando se trata de travar a “guerra ao bicho” até o ambiente pode esperar!

Na verdade, vamos cantando e rindo, tal como a cigarra da fábula de La Fontaine, discutindo o açaime na cara, possíveis novos confinamentos, aceitando todos os disparates normativos e tornando normal o que é anormal; até campos de concentração aceitamos para isolar infectados Covid-19!

Toda esta discussão não impede a caminhada inexorável para a fome, para a miséria económica e o sobreendividamento.

Isto só pode piorar!

Veja também: