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À Boleia do Covid-19: O Totalitarismo Regressa

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No último dia 20 de Outubro de 2020, a União Europeia anunciou a emissão e venda de 17 mil milhões de Euros em obrigações, com maturidades de 10 e 20 anos – claro está, pagando juros próximos de 0%.

Desta forma, inaugurou a emissão de dívida mutualizada na União Europeia, dando passos definitivos para a federalização do conjunto de países que fazem parte da união.

Estes instrumentos de dívida foram anunciados ao mundo com um nome altissonante: Social Bonds. Esta emissão faz parte do igualmente pomposo programa SURE (Support to mitigate Unemployment Risks in an Emergency), que servirá de ajuda aos estados mais afectados pela crise Covid-19.

Presentemente, prevê-se uma emissão total de 87,9 mil milhões de Euros; para já, pois poderá subir a 100 mil milhões de Euros.

Uma vez mais, tudo isto é implementado para nosso bem, para nos ajudar; isto é, endividando-nos ainda mais e solicitando a impressão massiva de dinheiro por parte do BCE – a inflação é sempre a solução.

Para este programa está previsto a seguinte distribuição por país, tal como ilustrado na Figura 1.

A Itália e a Espanha irão receber a fatia de Leão.

Figura 1

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A crise “Covid-19” está a proporcionar chorudas subvenções a vários estados europeus. A Bélgica, um dos países mais ricos da União Europeia, foi brindada com 673 Euros por habitante, no âmbito do programa SURE.

Tudo justificado pelo “desastre Covid-19”: 942 óbitos por milhão de habitantes até ao último dia 27 de Outubro de 2020, tal como podemos observar na Figura 2.

Figura 2

Portugal ficou em segundo lugar! Irá receber 579 Euros por habitante – já constitui um auxílio para a “ajuda estatal” à companhia aérea falida.

Talvez agora possamos compreender a subserviência dos nossos líderes durante a visita da senhora Úrsula a Lisboa, como se de um chefe de estado se tratasse.

Podemos imaginar o estilo do encontro:Mande lá o dinheiro o’ Úrsula…estamos um pouco desesperados, talvez não consigamos chegar ao Natal…”.

À Boleia do Covid-19: O Totalitarismo Regressa

O mais surpreendente desta emissão de obrigações histórica: os 5 salteadores contratados pela União Europeia. Por tal colocação, o Barclays –nem sede possui na União Europeia -, o BNP Paribas, o Deutsche Bank, o Nomura e o UniCredit receberam 20 milhões de Euros em comissões.

Além disso, compraram estas obrigações pela manhã; seguidamente, talvez nesse mesmo dia à tarde, venderam-nas ao Banco Central Europeu (BCE); obviamente, com um simpático lucro. Tudo em nome da plebe!

Vamos então repetir a coisa: pediram um empréstimo ao BCE, compraram o papel, encaixaram os 20 milhões de Euros em comissões, venderam-no ao BCE, obviamente com lucro, e, por fim, liquidaram o empréstimo.

Pura magia! Não se produziu um prego, um carro…nada. Os banqueiros embolsaram milhões a movimentar papel.

Tudo isto é o início do fim da soberania do estado-nação, como é o caso de Portugal, com quase 9 séculos de história. Num futuro próximo, já só nos resta estar de mão estendida a Bruxelas, completamente manietados.

Como diziam os anciães, com enorme sabedoria: quem tem dívidas, não tem soberania, limita-se a obedecer.

A casta nacional viverá feliz e anafada, com empregos seguros e imensas regalias. Para alguns, os “supertachos” estarão em Bruxelas. Ao mesmo tempo, os futricas cá da terra limitar-se-ão a obedecer aos ditames da casta superior não eleita em Bruxelas.

Estes, tudo decidirão: o nosso orçamento, as nossas emissões de dívida, as nossas leis, as infra-estruturas que construímos e a que temos direito, os burocratas para os lugares chave da nossa administração….enfim, o parlamento nacional tornar-se-á num verbo-de-encher.

Esta crise traz à memória as décadas de 20 e 30 do século anterior, onde regimes totalitários emergiram. Como sempre se diz: a história repete-se! Desta vez com outro formato e distintos protagonistas.

O que representaram tais regimes?

A completa abolição das liberdades individuais, a destruição da economia e a submissão do indivíduo à tirania estatal.

Foram construídos com base no medo e na violência, na lavagem cerebral e no controle, na propaganda, com base em mentiras, no industrialismo e na eugenia, na desumanização e “desinfecção”, numa visão arrepiante e grandiosa de uma “nova ordem” que duraria mil anos.

Nos anos 20, um destes regimes, antes de chegar ao poder, continha no seu programa, no ponto 10, o seguinte: “A actividade do indivíduo não pode entrar em conflito com os interesses da colectividade, mas deve prosseguir no enquadramento geral para benefício de todos”.

No seu ponto 17: “Exigimos uma reforma agrária adequada às nossas necessidades, disposição de uma lei para a expropriação gratuita de terras para fins de utilidade pública…”.

No seu ponto 24: “Exigimos liberdade de religião para todas as denominações religiosas dentro do estado, desde que não ponham em risco sua existência”.

Recentemente, o prócere da República afirmava: “É preciso sobrepor o interesse colectivo aos interesses individuais”; mandou publicar o diploma“…que autoriza o Governo a aprovar um regime especial aplicável à expropriação e à constituição de servidões administrativas…”; e há dias afirmava: “Se é preciso repensar o Natal em família, repensa-se o Natal”.

Alguns desses regimes duraram até ao final da década de 80 do século passado, onde o escol possuía casas de férias de luxo e, ao mesmo tempo, a plebe vivia em abjectas condições, em muitos casos a passar fome.

No “Novo Normal” também temos regras para uns e regras para outros.

Enquanto uns podem confraternizar sem máscara e distanciamento social, os demais são obrigados a usar a fralda na cara enquanto caminham ao ar livre, obliterando por completo a sua personalidade e individualidade – tornaram-se em “mais um”, tal como um membro do rebanho.

Enquanto uns não podem circular pelo país, em particular entre concelhos, num completo atropelo aos seus direitos constitucionais, o escol e os amigos podem fazê-lo sem quaisquer restrições: basta que estejam em serviço (consultar documento, ponto 16)!

Tal como os regimes dos anos 20 e 30 do século passado, a implementação do “Novo Normal” será realizada através de propaganda, assente num chorrilho de mentiras.

Efectivamente, em Portugal, o número de óbitos para a população com idade igual ou superior a 65 anos, entre as semanas 1 e 41, registou uma máximo histórico em 2020: 79 829 óbitos.

Figura 3

No entanto, esquecem-se de referir que a população idosa não pára de subir; todos os anos, cerca de 35 a 45 mil pessoas são acrescidas à população com idade igual ou superior a 65 anos. Ninguém na imprensa se refere a este problema gravíssimo de demografia (ver Figura 4).

A pressão sobre o sistema de saúde é crescente – aqui reside o problema.

Entre 2000 e 2020, esta população passou de 1,6 milhões para 2,3 milhões, ou seja, um acréscimo de 700 mil em 20 anos!

Para podermos realizar uma comparação séria entre o ano 2000 e 2020, os óbitos de 2000 devem ser incrementados em 39%; ou seja, aplicamos a taxa de mortalidade de 2000 à população de 2020.

Figura 4

Se ajustarmos os óbitos pela população, podemos concluir que o presente ano não apresenta nada de anormal: está em linha com 2015!

Se em 2000 existisse a população idosa como agora temos, estaríamos a caminho do fim do mundo!

Figura 5

Outra das mentiras: a pressão sobre o sistema de saúde.

Todos os dias a nossa imprensa massacra-nos com os hospitais sobrelotados. 

Na figura 6, podemos observar a mortalidade global diária em Portugal desde 2014. Em 2020 nunca existiram picos como em anos anteriores.

No Inverno de 2014/2015, no Inverno de 2016/2017, onde num só dia morreram 500 pessoas, no Inverno de 2017/2018, no Verão de 2018, no Inverno de 2018/2019, a imprensa apareceu histérica a anunciar o fim do mundo?

A imprensa alertou para o colapso do sistema de saúde? Decretou-se a prisão domiciliária da população? Decretou-se o uso obrigatório da fralda na cara? Decretou-se o estado de emergência? Encerram-se negócios e restaurantes, enviando milhares para o desemprego?

Quando agora os profetas da desgraça atacam “os negacionistas” com a expressão: “devias visitar os cuidados intensivos”. Como se os cuidados intensivos não estivessem em colapso há muitos anos. A única diferença é que agora temos as câmaras a infundir o terror em todos os telejornais.

Figura 6

O que importa é mentir sem rebuço, tal como faz o governo de Espanha.

Agora já sabemos porquê? Obter enormes recursos financeiros da União Europeia, tornando a população dependente de subvenções estatais e arregimentando votos.

A protérvia dos actuais dirigentes espanhóis não deveria espantar ninguém.

Vejamos: entre a semana 1 e 39 – aproximadamente os primeiros 9 meses do ano – do ano 2020, Espanha comunicou ao Eurostat (o Instituto Nacional de Estatística da União Europeia) um total de 368 mil óbitos.

Se consultarmos a página do Ministério da Saúde de Espanha, podemos obter o “Índice Nacional de Defunciones”. Neste documento constam apenas 305 802 óbitos entre 1 de Janeiro e 30 de Setembro de 2020: 18% inferior!

Como podemos observar na Figura 7, os últimos 4 meses do ano representam aproximadamente 25% do total de óbitos em Espanha.

Desta forma, no presente ano, a mortalidade global em Espanha situar-se-á em torno a 406 mil óbitos, um valor em linha com anos anteriores. Nada de especial está a ocorrer, apenas propaganda e mentiras sem fim.

Figura 7

Tendo em conta o dinheiro que está a escorrer da União Europeia, proveniente da rotativa incansável do BCE, agora começamos a compreender tudo o que se está a passar: confinamentos, recolher obrigatório, limitações à circulação, fraldas na cara. A obnóxia da população a uma nova ditadura terá que ser total.

A casta que vive à mesa do orçamento anseia por estas medidas, cobrando por inteiro e assistindo a todas as séries da Netflix em sua casa.

Ao mesmo tempo, os pequenos negócios e os trabalhadores do sector privados são lançados no desemprego, passando a depender da esmola da casta superior; esta nem se dá conta que o estado que a alimenta está falido, totalmente dependente de uma máquina de imprimir dinheiro.

Um dia destes iremos acordar com uma enorme crise bancária e uma inflação descontrolada.

Esse momento está mais próximo do que alguns julgam.

Isto só pode piorar.

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