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ONDE FALAMOS DE BOLSA
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4ª Bancarrota: À Boleia do Covid-19

Enquanto a sociedade discute a fralda na cara – obrigatória ou não na via pública – e a instalação de uma aplicação no telemóvel – obrigatória ou não -, o país caminha alegremente para a quarta bancarrota.

Está aí, ao virar da esquina: é o que podemos concluir pela análise da proposta de orçamento de estado para 2021. O que mais espanta é a completa ausência de discussão deste documento.

Não é apenas a proposta de orçamento para 2021.

Nas últimas semanas tivemos de tudo; desde a aprovação pela Assembleia da República da facilitação de expropriações, a coberto da crise Covid-19, num claro atropelo à Constituição da República Portuguesa (artigo nº 62); representantes do povo envolvidos na falsificação de documentos; nova legislação que tem como único propósito “queimar” etapas nos concursos de obras públicas, para “agilizar”, segundo os proponentes, a aplicação da “pipa de massa” proveniente da União Europeia.

De acordo com as palavras do anterior presidente do Tribunal de Contas: uma legislação que abre a porta “à corrupção”.

Aparentemente, de tudo nos esquecemos para continuar a discutir as inacreditáveis medidas Covid-19.

Vamos então analisar a actual proposta de orçamento de estado para 2021 (fonte: página 29). Como podemos observar na Figura 1, prevê-se uma queda nominal do PIB em 2020 de 7,1%, situando-se, uma vez mais, abaixo dos 200 mil milhões de Euros.

Isto num ano em que o sector do turismo foi arrasado – hotéis, companhias de aviação, alojamento local, restaurantes -, com um confinamento no primeiro semestre e um mais que provável novo confinamento ou recolher obrigatório até ao final do ano.

Agora, já se entende a enorme quantidade de peregrinos a Fátima, apesar do “papão Covid-19”: os crentes abundam no nosso país.

Apenas um milagre evitará uma queda muito superior aos anunciados 7,1%.

Figura 1

A maior perplexidade é a dissipação da máquina administrativa que gere a República Portuguesa; enquanto a carteira da população sofre uma queda brutal de 7,3%, segundo este documento, o estado português sobe os seus gastos em 8,5%!

Já conhecemos perfeitamente quem irá apertar o cinto: os que não se sentam à mesa do orçamento.

Não satisfeitos, propõem-se aumentar as despesas novamente em 2,1% em 2021, elevando-as acima dos míticos 100 mil milhões de Euros.

Já pouco nos falta para que a famosa citação seja uma realidade: “Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado”.

Em 2021, as despesas estatais passarão a representar mais de 50% da economia. Não é de estranhar o poder crescente de fiscais, supervisores, agentes….a nossa carteira pertence-lhes.

A maior incredulidade surge na estimativa do valor do PIB para 2021: 210,7 mil milhões de Euros, ou seja, depois de milhares de negócios e empregos obliterados pelas medidas Covid-19, eis que iremos estar no próximo ano num patamar próximo de 2019!

Em paralelo, as receitas sobem nominalmente 9,5% no próximo ano – um autêntico milagre dos pães. Se o leitor acredita nisto, é seguramente um optimista compulsivo.

Em anterior artigo, estimei que o “buraco” orçamental para este ano seria de 25 mil milhões de Euros, em lugar dos estimados 14,5 mil milhões de Euros da proposta de orçamento para 2021; já sei que existe muita despesa que é classificada como “investimento” e que não é contemplada no défice – como é o caso do investimento na companhia aérea falida, com um novo salvífico aumento de capital –, no entanto, no final, trata-se de um exercício semelhante ao orçamento de uma família: “gastas 100 e recebes 75, alguém tem de tapar o buraco de 25”.

Para fechar este enorme “buraco”, o estado português terá que emitir dívida pública, e muita, caso contrário, não irá honrar as suas despesas nos próximos meses.

Ao contrário do que se julga, apesar de vivermos uma situação trágica, o diagnóstico é muito simples.

Como podemos observar na Figura 2, relativo à estimativa de execução orçamental do presente ano, as contribuições sociais de trabalhadores e entidades patronais cobrem apenas 60% das prestações sociais – pensões, subsídios de desemprego, baixas médicas, abonos de família, licenças parentais–; 24,6 mil milhões de Euros representam apenas 60% dos 40,8 mil milhões gastos com as prestações sociais.

Ou seja, o estado social, supostamente pago pelas contribuições de empresas e colaboradores, é brutalmente deficitário – mas todos continuamos a assobiar para o ar.

A despesa rígida, como Prestações Sociais, Pessoal e Consumos Intermédios (despesas de funcionamento da máquina estatal) e juros, representa aproximadamente 80 mil milhões de Euros.

Ou seja, basta uma crise e as contas do estado passam automaticamente ao vermelho!

Figura 2

O regabofe não termina aqui. Em tempos de “pandemia”, esperaríamos um estado frugal e preocupado com a saúde dos portugueses. Nada mais longe da verdade.

As despesas com pessoal do sector da Saúde são contempladas com uma subida de 2,5% (fonte: página 88), a quinta menor e inferior ao acréscimo global (2021 vs 2020): + 4,7%, como podemos constatar na Figura 3.

Em sentido contrário, a máquina que assegura o confisco e o rendimento daqueles que se sentam à mesa do orçamento é brindada com uma subida de quase 50%: palavras para quê?

Figura 3

Segundo o orçamento de estado para 2021, a dívida pública elevar-se-á a 134,8% (fonte; página 70) do PIB no final de 2020, traduzindo-se em 267 mil milhões de Euros (198 mil milhões de Euros × 134,8%).

Ora, importa recordar que em Agosto do presente ano este valor já tinha sido atingido, segundo o Banco de Portugal (fonte).

Podemos imaginar a real dimensão do desastre que se avizinha.

Uma coisa é clara: a liberdade gera riqueza, prosperidade e felicidade. Infelizmente, o caminho que as coisas tomam vai precisamente no sentido contrário.

O que temos?

Mais regulação e mais funcionários; servem para nos vigiar, condicionar, multar e perseguir.

As nossas liberdades estão a ser eliminadas: a liberdade de empreender – para tudo é necessário uma licença, onde vamos pagando taxas e taxinhas – , a liberdade de operar um negócio sem restrições – de horário, de regras -, a liberdade de caminhar na rua, nas lojas, mostrando a face tal como Deus a concebeu; tudo estamos a perder, em nome de um vírus que apresenta uma letalidade inferior a uma simples gripe.

A farsa Covid-19 apenas acelerou este processo de perda de liberdades – esta tendência já existia, apenas estamos a sofrer uma erosão rápida e que nos irá arruinar rapidamente.

Sem qualquer justificação científica ou estatística, preparam-se para nos obrigar a usar a fralda na cara a toda hora.

Um dia destes, até um polícia nos entra em casa para verificar se a usamos no nosso domicílio.

Tudo isto com o aplauso unânime da classe política, à boleia de uma imprensa que, em uníssono, espalha o terror e o medo sobre a população.

Os factos e as evidências já não interessam. Agora enfrentamos um culto: a religião Covid-19.

Não interessa que, desde Julho do presente ano, a mortalidade Covid-19 seja mais elevada nos países onde existe o uso obrigatório de máscara.

Na Figura 4, podemos observar que entre 1 de Julho e 14 de Outubro do presente ano (fonte 1; fonte 2) ocorreram 549 óbitos Covid-19 em Portugal, o que significa 54 óbitos por 1 milhão de habitantes: 0 7º pior caso da União Europeia – já excluindo o Reino Unido.

Caso não fosse o caso extremo Roménia, os países que obrigam à utilização permanente de máscara teriam o pior registo – 59 óbitos por 1 milhão de habitantes.

A Suécia já deixou de ser notícia, onde esta loucura nunca existiu (para aqueles que utilizam o caso sueco como uma tragédia, recomendo a leitura deste artigo).

Os países onde a máscara não é obrigatória apresentam o melhor registo, média de 21 mortos por 1 milhão de habitantes.

Figura 4

Não interessa que os estados norte-americanos que não obrigam ao uso de máscara apresentem uma taxa de letalidade Covid-19 inferior aos estados que obrigam, como podemos observar na Figura 5.

Desde o início da “pandemia” até 13 de Outubro do presente ano, os primeiros registam 41 óbitos por 100 mil habitantes, enquanto os que obrigam ao uso de máscara 57 óbitos por 100 mil habitantes (fonte 1; fonte 2).

Figura 5

Não interessa que num estudo recente do CDC, o equivalente nos Estados Unidos ao Ministério da Saúde em Portugal, indicou que 70% das infecções por Covid-19 apareciam nos indivíduos que usavam sempre máscara (ver Figura 6); os que a usavam com regularidade 15%.

Tudo isto foi divulgado, a surpresa é que ninguém conheça ou a nossa imprensa não se preocupe em divulgar.

Figura 6

Não interessa a recomendação da Organização Mundial de Saúde, que no seu documento do último 6 de Junho, na página 6, afirma: Presentemente, o uso generalizado de máscaras por pessoas saudáveis por uma dada comunidade não é suportado por estudos científicos de elevada qualidade ou evidência científica directa; nem interessa ouvir médicos portugueses que se pronunciaram sobre o tema.

Não interessa tomar conhecimento de estudos que indicam os possíveis danos cerebrais derivados do uso intensivo de máscaras; ou mesmo o risco de causar pneumonia.

Não interessa conhecer que a própria Organização Mundial de Saúde já reconheceu que o Covid-19 tem uma taxa de letalidade semelhante ao de uma gripe– em anos anteriores, ninguém se lembrou de obrigar ao uso de máscaras, nem foram decretados confinamentos absurdos.

Não interessa dar a conhecer a pouca fiabilidade dos testes (fonte 1, fonte 2), em que inúmeras pessoas, familiares e contactos directos, sem qualquer sintoma, são condenados a quarentenas absurdas, com enorme prejuízo nas suas vidas; ao mesmo tempo, a casta superior, perante um teste positivo dos seus contactos directos, pode continuar a sua vida como se nada tivesse passado.

Uns dias depois ainda vociferam contra “os negacionistas”, vá-se lá saber quem são!

Como podemos confiar em entidades que manipulam sistematicamente a informação.

Num determinado dia espalham pela imprensa o terror: 241 mortos num só dia em Espanha, no último dia 22 de Setembro de 2020; até para as instâncias internacionais enviaram tal informação (ver Figura 7).

Após consulta dos documentos oficiais do governo espanhol, para o mesmo dia, já se indicam 98 óbitos (fonte; página 6); apenas 61% inferior!

Figura 7

Em Portugal, diziam-nos que o confinamento tinha como propósito retirar pressão sobre o Sistema Nacional de Saúde; no entanto, a actividade de internamento hospitalar encontra-se claramente inferior à média de anos anteriores (ver Figura 8; fonte: Ministério da Saúde): cerca de 15% aproximadamente.

Talvez por isto não consigamos obter estatísticas sobre os óbitos diários de gripe ou pneumonia, nem tão pouco as idades dos óbitos Covid-19 e o número e tipo de morbidades associadas.

Talvez por isto ninguém comenta os 5 mil portugueses que perderam a vida, não por Covid-19, mas por incapacidade do Sistema Nacional de Saúde.

Anónimos para a nossa imprensa!

Figura 8

A incongruência de tudo isto é a nossa fé religiosa nas autoridades, face a este histórico:

  • Há 10 anos diziam-nos que a terceira bancarrota seria algo inimaginável: Portugal “não precisa” de ajuda externa, diziam eles;
  • Há 6 anos garantiam-nos que uma dada instituição financeira era sólida, nada havia a temer; que estava bem;
  • Há uns meses, diziam-nos que Portugal era um caso especial da crise Covid-19 no mundo, um verdadeiro milagre! Até vídeos com a mensagem “Vai ficar tudo bem” se produziram – na altura sem as famosas fraldas na cara.

Infelizmente, não vai ficar tudo bem.

Quando se eliminam liberdades, quando se está de mão estendida e cheio de dívidas, quando não se discute um evidente problema de solvência do estado, quando se afirma que a obediência e a subserviência é uma forma de evitar o autoritarismo; obviamente, não vai terminar bem, não vai ficar bem; aliás, tem tudo para acabar mal: com toda a probabilidade, na próxima bancarrota.

Isto só pode piorar.

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