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Tempos difíceis

A subida de taxas de juro nos EUA deverá atingir os 3% em 2019, tornando o fardo da dívida incomportável, uma vez que os gastos em juros irão disparar.

O mês de Outubro foi marcado pelas quedas fortes nos mercados de acções, as piores desde o Brexit, deixando muitos investidores a questionar-se sobre uma correcção séria nos mercados.

Na Europa, o braço-de-ferro em torno do orçamento italiano criou incertezas quanto à evolução da economia europeia ao criar instabilidade e incerteza nos mercados. Teremos também de adicionar o facto de ainda não existir acordo quanto ao Brexit, o que por si só é o culminar da incapacidade dos políticos proporem aos seus cidadãos soluções que, na realidade, não estão capacitados para tomar ou implementar. A incerteza é incompreensível a menos de seis meses da saída do Reino da União.

Na China, o crescimento económico continua a abrandar e a ter impacto em todas as economias mundiais, a começar pelas emergentes. Impulsionada pela criação de dívida, a China está ela própria a braços com a guerra comercial com os EUA e a dificuldade de continuar a crescer a um ritmo que não coloque em causa as finanças públicas e as reservas cambiais.

A bolha do imobiliário parece ter rebentado no Canadá e Austrália. A subida das taxas de juro, as restrições à saída de capitais da China, principal comprador, e o elevado preço do imobiliário, também estão a começar a impactar estes países. Os mercados emergentes, endividados em dólares americanos e por crises internas, perderam a capacidade de liderar uma eventual recuperação da economia mundial.

Por último, os EUA irão regressar aos défices bilionários já em 2019, com o Tesouro americano a ter de emitir 425 mil milhões de dólares de dívida neste trimestre, ou seja, o equivalente a dois anos de PIB português. Por outro lado, a subida de taxas de juro nos EUA que irá atingir os 3% em 2019, torna o fardo da dívida incomportável, uma vez que os gastos em juros irão disparar. Compreendemos agora a razão das críticas de Trump ao presidente da Reserva Federal, Jeremy Powell. Por um lado Trump aumenta a dívida por via dos estímulos fiscais, mas por outro os americanos e o próprio governo têm de gastar mais recursos com os juros da dívida.

Neste mundo de extrema incerteza, e de tempos difíceis, apenas sabemos que as empresas americanas irão recomprar mais de um bilião em acções próprias em 2018 reinvestindo assim os seus resultados na sua própria valorização. O mês de Outubro, por ser mês de apresentação de resultados, é também o mês do “blackout”, ou seja, as empresas têm de se abster de comprar acções próprias durante o período apresentação de resultados.

É expectável que, até fim do ano, com o regresso das compras das empresas e se Trump ajudar com um acordo “fenomenal” com a China, a alegria regresse aos olhares dos investidores que continuam a investir na subida dos mercados.

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