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Os mercados em 2005 e depois

Muitos investidores afirmam que a bolsa é completamente imprevisivel. Nós afirmamos que isso não é verdade, o que facilmente se poderá provar com estudos de ciclos. O ciclo presidencial americano por exemplo é bem conhecido, todos sabemos como as eleições afectaram o mercado. Se é verdade que o primeiro ano de um mandato presidencial é mau 90% das vezes também é verdade que os anos terminados em 5 foram sempre anos positivos desde que existem registos de mercado organizado. Este facto leva muitos investidores a acreditar numa subida, esquecendo a estatistica relativa ao ciclo eleitoral.

O ano de 2005 vai ser muito provavelmente um ano mais critico ainda que os anos 2000/2001.
Neste momento é possivel prever uma descida dos indices, dos bonds do ouro e do euro. O trade especial de 2005 vai ser um trade short.
Este ano vai certamente surpreender pela negativa os investidores, com mais escândalos empresariais.

Fannie Mae não é um novo Enron mas vai trazer aos mercados a verdadeira noção de risco de sistema pelo tamanho da empresa.

Fannie Mae é um verdadeiro iceberg com a ponta de fora. Um escandalo vai obrigar a empresa a vender parte de seu portfolio de1 trilião de USD. Se isso acontecer os bancos hipotecarios vão ter mais dificuldade em fazer emprestimos, e em consequencia disso as taxas irão subir. Em qualquer caso o mercado hipotecario vai sofrer em 2005 com a subida das taxas de juro nos Estados Unidos. A recente quebra nos indicadores de construções novas, conjugado com a subida das taxas é suficiente para que o sector seja abandonado pelos investidores.

Os indices devem terminar a sua onda de subida entre final de Abril ou Maio e com o SP sensivelmente entre os 1240 e os 1305 e o Nasdaq nos 1775.

A subida dos indices está por isso muito limitada no ano de 2005 e conclui um movimento de subida que durou quase 2 anos e meio, pelo que a descida deverá durar no minimo um ano, provavelmente mais.

O factor USD alterou o ciclo normal dos indices americanos. Com efeito estes quando descontados da desvalorização do usd estão ainda nos minimos. Uma valorização do dollar deve levar os indices americanos para novos minimos, na pior das hipoteses, na melhor, dará origem a um periodo em que mantem os indices em trading range com tendencia de descida.

A exuberancia irracional da subida que durou os anos 90 só estará contrariada com uma descida de exuberante pessimismo irracional. Para se atingirem esses niveis é necessário atingir divergencias entre os preços e a noção de valor dos titulos.

Em termos práticos o que se espera nos próximos anos é uma situação em que os investidores percam a esperança em relação ao mercado e saiam dele desgostosos sem a intenção de regressar nos tempos mais próximos. Só nessa altura estará terminado o ciclo de baixa da bolsa.

O USD está a meio do seu precurso de descida mas este ano vai subir. A última vez que o dollar teve uma desvalorização similar foi em 1987. A gravidade da situação deu origem aos acordos do Louvre para estabilizar a moeda e o resultado foi a sua recuperação durante 18 meses. Claro que a situação é diferente. Neste momento a Europa prepara-se para substituir os Estados Unidos como potencia económica e financeira, e o euro, é o precursor desse facto. Por essa razão o dollar desvalorizou 30% contra o euro nos ultimos 3 anos, pode ainda desvalorizar outro tanto, mas este ano na pior das hipóteses o euro estará em dezembro de 2005 ao nivel de Dezembro de 2004.

China a nova potencia económica responsável pela subida generalizada das matérias primas, vai ter em 2005 um abrandamento acentuado. A China, tal como os Estados Unidos o foram nos anos 20 e o Japão nos anos 80, é neste momento o lider mundial industrial e consome 5% do petroleo mundial, 25% do aluminio, 30% do ferro, 42% do cimento. Com a economia a crescer 10% ao ano estes consumos só deveriam subir, no entanto os gráficos das commodities não fazem prever isso em 2005, e essa é a razão pela qual se prevê um abrandamento da economia. Em qualquer caso as bolsas chinesas e os titulos chineses terão num futuro mais ou menos próximo uma correcção acentuada por excessos dos investidores à semelhança do que aconteceu nos casos referidos do Japão e dos Estados Unidos.

Quanto a Bonds Junho de 2003 deve ter visto o high das obrigações do tesouro americanas, pelo que os bonds deverão ter um bias negativo nos próximos anos.

Em qualquer circunstancia os bonds não devem mais ultrapassar o máximo de Março de 2004 a 117 26/32 (continuo).

Não é tão pouco uma questão técnica, com as taxas a atingirem o minimo dos ultimos 40 anos em Junho é natural que o próximo movimento seja de subida e possa durar 10 anos.

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