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O fim da subida do ouro e da prata?

Isto não serão razões para justificar uma idéia. Todos sabemos como é fácil, nos mercados, encontrar razões para justificar qualquer decisão. O que apresentámos são factos fundamentados no bom senso que são os dados históricos. A grande maioria das pessoas que hoje fazem ou comentam a economia nunca viveram um periodo de inflação. É natural, portanto, que não sintam nenhum sinal de perigo quando o indice de preços no produtor americano está quase nos 10% (9.5% mais exactamente). A última vez que isso aconteceu foi hà 20 anos. Podem não compreender que, com estes valores, não é natural a moeda americana valorizar-se e os metais preciosos desvalorizarem, mas vão compreender, porque o tempo se encarregará disso.

Todas as estratégias especulativas de hedge funds, o chamado ”hot money”, são construidas na sua base num conceito económico assente na moeda, e essa é provávelmente a razão pela qual os movimentos nas moedas são tão extensos últimamente. Assim, as estratégias com subprime tinham como pressuposto que o yen desvalorizaria contra as moedas com remuneração maior, pelo que os financiamentos eram feitos em yens.

Mais recentemente o pressuposto era um câmbio euro/usd favorável à moeda europeia. Agora que se verificou um movimento de correcção violento com a valorização da moeda americana os metais preciosos e as commodities em geral estão a ser vendidas na inversa proporção. Pode por isso dizer-se que não é o petróleo que está a desvalorizar mas sim a moeda americana que está a valorizar-se.

É possivel imaginar que uma grande maioria do mercado está agora a pensar que se as commodities retomaram a tendência de baixa o FED não vai ter necessidade de aumentar as taxas de juro para combater a inflação. Se este raciocinio estiver correcto a estratégia é vender energia, ouro, petróleo e os titulos relacionados com estes sectores e comprar titulos de empresas financeiras.

Se este raciocinio estiver errado o correcto será, como é evidente, fazer o contrário, e é exactamente o que penso. Os Estados Unidos acumulam neste momento uma divida diária de 2 mil milhões de dolares. Para poder financiar esta divida ,que recordo aumenta dois mil milhões por dia, os Estados Unidos têm que garantir ao resto do mundo que a sua moeda será tão sólida no futuro quanto o foi pelo menos no passado. Esta parte não parece estar garantida. Este é um novo século, um mundo diferente, com a potência dominante em declinio, e uma nova potência em ascenção. Uma época de excessos a chegar ao fim e provávelmente o inicio de uma outra mais sensata, no fundo o contrário do que aconteceu nos últimos anos em que as pessoas pensavam ser possivel enriquecer, gastando o que não têm em coisas que não precisam.

Todos sabem que advogo a compra de metais preciosos. Disse-o há mais de dois anos e quase todos se não esqueceram de mo recordar durante este mês, quando o ouro e a prata baixaram respectivamente dos 800 $ USD e dos 13 $ USD por onça, eliminando os ganhos do último ano. É verdade que isso aconteceu e é verdade também que nos mantemos tranquilos porque os máximos destes metais preciosos ainda não foram atingidos. Perguntarão como é que eu sei isso? Respondo. Porque as razões que levaram à subida se mantêm, a inflação continua a subir, a valorização do dolar não é resultado de nenhuma alteração estrutural da sua economia, os bancos centrais continuam no processo inovador que é inundar de crédito um tsunami de dinheiro além de que as pessoas e os politicos em especial continuam a acreditar que a inflação é resultado da subida do petróleo quando, o que se está a passar, é uma crescente desconfiança (consciente ou inconsciente) no sistema financeiro actual.

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