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Investir em Acções: Farmacêuticas?

Quando se investe na bolsa, existe sempre a questão: quais as melhores acções para investir?

Um dos sectores de actividade mais interessantes para investir na bolsa, em particular em 2020 e 2021, tem sido o sector farmacêutico.

Nesta área de actividade existem autênticos gigantes da bolsa, que incrementaram brutalmente a sua dimensão nos últimos tempos, em particular desde que se iniciou a pandemia Covid-19.

Parte destas empresas lograram desenvolver e receber uma autorização especial para a vacina contra a Covid-19, como é o caso da BioNTech, em parceria com a Pfizer, da Moderna, da AstraZeneca e da Johnson & Johnson’s (com a marca comercial Janssen). Qual a situação destas e das principais farmacêuticas na bolsa de valores hoje?

Decidimos analisar 50 das principais farmacêuticas mundiais, todas cotadas nas principais bolsas de valores mundiais.

Como podemos observar na Figura 1, actualmente, a farmacêutica com a maior capitalização bolsista é a Johnson & Johnson’s.

De acordo com a sessão de bolsa do último 31 de Maio, esta empresa apresentava uma capitalização bolsista de 364 mil milhões de Euros (taxa de câmbio USDEUR de 0,8177).

Figura 1

Para termos uma ideia da dimensão destas empresas, apenas a Johnson & Johnson’s representa 1,8 vezes o PIB português e cerca de seis vezes a capitalização de todas as empresas que cotam na bolsa de valores de Lisboa (aproximadamente 60 mil milhões de Euros).

No que respeita à capitalização bolsista, tanto a Moderna como a BioNTech não constam do topo desta lista, pois o seu valor em bolsa é de “apenas” 61 e 41 mil milhões de Euros respectivamente. A Moderna corresponde à capitalização bolsista de todas as empresas cotadas na bolsa de valores de Lisboa!

Vamos agora ver a rendibilidade em bolsa que as acções das empresas farmacêuticas têm proporcionado aos investidores.

Como podemos constatar na Figura 2, a BioNTech, responsável pelo desenvolvimento da vacina da Pfizer contra a Covid-19, subiu mais de 300% nas últimas 52 semanas (aproximadamente 1 ano); a BioNTech é seguida da Moderna com uma rendibilidade superior a 200% para o mesmo período.

Figura 2

Se analisarmos o gráfico das cotações da farmacêutica BioNTech ( Figura 3), podemos verificar que esta empresa se encontra uma clara tendência ascendente desde o final de 2019 e que se manteve ao longo do 2020; com a massificação do processo de vacinação em vários estados do mundo, em particular a partir de 2021, a tendência ascendente passou a ser mais inclinada.

Figura 3

Do ponto de vista da análise técnica, utilizando o indicador ADX (30 dias), que mede a força de uma tendência, seja ascendente ou descendente, podemos observar na Figura 4 que a farmacêutica Pfizer é aquela que apresenta a tendência ascendente mais sólida; importar recordar que para esta ordenação decrescente foi aplicado um filtro: apenas as empresas com tendência ascendente foram consideradas.

Para tal, a média móvel de 20 dias deverá superior à de 50 dias; esta última, deverá ser superior à média móvel de 200 dias. Todas as estas empresas respeitam este filtro.

Figura 4

Se visualizarmos o gráfico da Pfizer, ver a Figura 5, é possível constatar que esta empresa se encontra em tendência ascendente desde 2009, momento em que ocorreu o mínimo do mercado de capitais, em resultado da crise financeira despoletada pela falência do banco de investimento Lehman Brothers em Setembro de 2008.

Recentemente, ocorreu uma ruptura da linha de tendência, no entanto, a cotação voltou a recuperá-la; nas próximas semanas, será importante verificar se a Pfizer irá continuar a respeitar esta linha de tendência.

Figura 5

Em conclusão, com a massificação da vacinação, fruto da crise Covid-19, estas empresas têm beneficiado de grandes recursos públicos canalizados para este sector, beneficiando em particular aquelas entidades que foram capazes de produzir e obter autorização das autoridades para administrar a vacina contra à Covid-19 à população.

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