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Energia um sector em ebulição

Muita gente acredita que estamos no limiar de uma nova crise energética e fundamentalmente são 2 as razões para essa convicção.

A primeira é que o mundo ocidental está viciado em petroleo como sendo a unica alternativa energética, e a segunda o continuo e crecente aumento dos consumos de energia muito especialmente por culpa da China, que estão a descompensar a oferta e a procura.

Vejamos os factos. Há 3 anos o petroleo era negociado a 20 USD e em 2004 ultrapassou os 50. As razões apontadas foram; reservas nos minimos dos ultimos 30 anos, conflitos armados ou instabilidade (Iraque, Venezuela, Nigeria..) nas zonas produtoras, e aumento das importações chinesas em 40%.

Para que haja uma baixa do preço do petroleo é necessário que haja a percepção de que a oferta está a aumentar ou a procura está a diminuir, e por enquanto nenhum desses factores se verifica.

Actualmente são extraidos 80 milhões de barris por dia, logo mais ou menos 1 ou 2 milhões por dia não interferem significativamente do lado da oferta, pelo que a importancia da OPEC (a funcionar a 95% da sua capacidade) em regular o mercado está assim largamente comprometida. Para mais não se descobrem jazidas todos os dias, mas corre-se o risco ao invés de ver atentados todos os dias no Iraque e no fornecimento do seu petroleo, e existe um risco cada vez mais evidente que é o de se criar uma nova zona de instabilidade na Arabia Saudita, o maior produtor da OPEP. Resta então olhar para o lado da procura, e a questão está em encontrar sinais de fraqueza na economia, para avaliar os riscos de uma menor procura. A International Energy Agency estima um consumo médio de 84 milhões de barris por dia 2005 levando em consideração os aumentos de consumo na China e na India. Visto assim não parece muito evidente que o petroleo regresse aos 30 USD.

Existe ainda um outro problema, e que é o da refinação. Desde 1977 que não foi construida nenhuma refinaria na America do Norte, nem na Europa devido aos custos ecológicos. Mesmo que houvesse a intenção de construir uma nova refinaria, ela levaria 7 anos a estar pronta.

Numa primeira conclusão existem riscos em estar longo o sector da energia, especialmente quando os seus niveis estão em máximos históricos, mas parecem ser muito maiores os riscos de estar curto.

A DIF propõe uma carteira de acções do sector energético para uma exposição a um sector que está em ebulição. Parece plausivel termos uma nova crise petrolifera nos próximos anos. Se isso acontecer será terrivel para a economia mundial.

Esta carteira de longo prazo pretende ser uma protecção a essa eventualidade.

Petro Canada (PCZ) tem um balanço sólido e um nivel de compra recomendado de 48 USD.

Petro Kazakhstan (PKZ) O potencial desta empresa é muito grande mas está associado a uma grande volatilidade também. Este é um investimento de longo prazo. O nivel ideal de compra para este titulo seria os 29 USD, mas está actualmente a 37,67. Recomenda-se a compra de 25% da alocação pretendida neste titulo já e os restantes 75% ou acima de 39 ou a 30 dependendo do nivel que atingir primeiro. A empresa pretende construir um pipeline financiado por chineses que irá permitir os lucros aumentar exponencialmente. Actualmente a sua produção fica quase toda no Kazaquistão mas o seu grande objectivo é a China.

Suez SA (SZE) é um investimento de longo prazo que deve ser seguido com atenção. A empresa parece estar a iniciar um movimento de correcção da longa subida registada desde Agosto e tem como nivel de compra ideal os 23 USD.

Wester Gas Resources (WGR) Esta empresa de gaz natural está a consolidar desde setembro de 2004. Os niveis actuais de 27.78 até 25.50 são niveis de compra.

OMI (OMM) é uma empresa de navios tanque que tem beneficiado muito do aumento de consumo na China. Os niveis de compra deste empresa situam-se entre os 14,15 e os 12,25.

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