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Crise ou depressão

É ilusório pensar que se podem compreender os fenómenos económicos sem dominar os dados históricos e culturais inerentes. Os erros de julgamento que estão hoje a ser cometidos são devidos à falta de uma perspectiva histórica.

A economia é um universo em permanente mutação e os problemas não residem na busca do equilíbrio, mas nas constantes alterações. A história da economia é feita de inovação e de progresso tecnológico.

A tecnologia está em permanente evolução tornando por vezes obsoletos, alguns sectores da economia que amiúde foram durante muito tempo dominadores. A mudança é quase sempre estrutural antes de ser quantitativa, sendo que o que provoca as alterações é a inovação.

As estruturas só mudam em função da inovação quer esta seja de novos produtos, novas técnicas, novos meios ou novos mercados. A inovação é simultaneamente factor de crescimento e factor de crise uma espécie de criação destrutiva. As crises são inerentes à lógica do crescimento, são salutares e necessárias ao progresso económico. As crises permitem abanar o “status quo”, e permitem explorar melhor os novos conceitos, alternando as estruturas e dando início à verdadeira exploração das novas ideias.

Nada disto está a acontecer agora, pelo que não creio que se possa falar realmente de crise no sentido económico mas antes de uma depressão. Efectivamente, a actual situação não tem origem em nenhum progresso tecnológico, como foi a introdução da máquina a vapor, do caminho de ferro, do motor de explosão, da electricidade, ou, mais recentemente, da Internet, para dar alguns exemplos.

É verdade que se fala de TGV, é verdade que se fala de energias alternativas, é verdade que se fala de fibra óptica e de velocidades até 100 Mbits na Internet, mas nada disto é uma verdadeira revolução tecnológica mesmo que se pense que possam vir a originar no futuro novas revoluções, pela simples razão que não tornam obsoletos sectores de actividade.

Esta crise é, portanto, diferente das outras,  muito diferente da crise do início deste século, com origem nas telecomunicações a informática e a biotecnologia.

A crise actual, por ter origem na inovação dos produtos financeiros, é mais parecida com o início de uma nova ordem económica e social. Na realidade, a crise actual é uma crise de crédito que afecta quase todos, indiscriminadamente, dos países às famílias. A parte visível desta crise reflecte-se nos cidadãos votantes que vão caindo no desemprego e nos incumprimentos das múltiplas responsabilidades financeiras da nossa sociedade. Provavelmente, novas batalhas irão ser travadas (para usar uma terminologia política), que oporão os pobres contra os ricos, os novos contra os velhos, os “yuppies” contra a geração “bué”. Os impostos serão aumentados, as reformas irão reduzir-se e o Estado Social irá encolher, se se continuarem a cometer os erros de julgamento que estão hoje a ser cometidos devido à falta de uma perspectiva histórica, e não será uma crise o que teremos mas uma depressão.

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