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Alerta

É altura de nos perguntarmos o que podemos fazer nós próprios.

As transferências de fundos de pensões de empresas privadas para a esfera pública no valor de milhares de milhões de euros, na última década, para cumprir o défice, terão o seu custo para o contribuinte.

Quando Kennedy disse “não pergunte o que o seu país pode fazer por si. Pergunte o que pode fazer pelo seu país”, não pensou que, um dia, os países não pudessem honrar os compromissos assumidos perante os seus cidadãos. Havendo cada vez mais razões para nos preocuparmos, é altura de nos perguntarmos o que podemos fazer nós próprios.

Praticamente todos os países desenvolvidos terão dificuldade em cumprir as suas obrigações de segurança e protecção social para com os seus cidadãos, quer através do pagamento das reformas quer através da prestação dos cuidados de saúde, que são mais prementes à medida que a idade avança.

As mentiras contadas pelos diversos governos mundiais e a ausência de soluções para os problemas que afectam a sociedade, têm levado os mais atentos a pensar no futuro e a criar planos de poupança alternativos, como os PPR ou aplicações em fundos de investimento. Este factor, aliado à política de taxas de juro zero dos bancos centrais, colocou liquidez nos mercados como nunca antes visto. Assim, não é de estranhar que o dinheiro continue a afluir aos mercados de acções e obrigações norte-americanos, fazendo dos EUA o líder indiscutível para aplicações financeiras.

Um estudo do Boston College estima que cerca de 1.400 fundos de pensões de empresas americanas apresentem um défice de 553 mil milhões de dólares (cerca de 473 mil milhões de euros), e que 25% irão à falência na próxima década. Ou seja, os activos que têm não são suficientes para pagar as pensões contratualizadas. Mas o problema não se fica por aqui. Os governos também estão falidos. Só nos EUA, estima-se que os cofres da administração tenham um défice de sete biliões de dólares em activos, o equivalente a 33% do seu PIB, ou 30 vezes a riqueza anual produzida em Portugal.

A noção de segurança dos Estados é um conceito que irá continuar a mudar, infelizmente para pior. Cada vez mais cidadãos vão querer constituir o seu plano de poupança privado, assumindo eles próprios o risco das decisões de poupança, ou investir em ‘mercados-bolha’, como o imobiliário, colocando maior pressão sobre a economia por não confiarem nem no seu empregador, nem nos governos.

Portugal também não escapa. As transferências de fundos de pensões de empresas privadas para a esfera pública no valor de milhares de milhões de euros, na última década, para cumprir o défice, terão o seu custo para o contribuinte, principalmente num período de taxas baixas como o que atravessamos. O fundo de estabilização da segurança social, por exemplo, tem a sua falência anunciada para meados de 2035.

Mas, ao contrário dos EUA, que podem continuar a imprimir moeda para resolver os seus problemas, Portugal e a zona euro terão de escolher o caminho que querem seguir. Seja ele qual for, os cidadãos estão cada vez mais alertados para o facto de a sua segurança só depender de si.

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