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A única divida que verdadeiramente interessa.

Temos estado todos muito preocupados com as dividas soberanas portuguesa e espanhola depois de já termos estado preocupados com as dividas grega e irlandesa. Entretanto, preparamo-nos para nos preocuparmos com a divida belga.

Por ser diferente talvez,nenhuma destas dividas é a minha preocupação principal. Se realmente temos que nos preocupar, então preocupemo-nos com a divida que realmente importa que é a divida americana que, neste momento, está nos 14 triliões de dolares, um montante dificil de explicar e impossivel de contar. Se a este montante se juntarem a divida das familias, a divida dos Estados, a divida dos bancos (o total da divida americana) então o valor sobe para 55.5 triliões ou seja cerca de 180.000 dolares por americano. A divida equivalente de cada português é de 49.000 euros e a de cada espanhol 79.000, por aqui se vê que são menos preocupantes em comparação.

De volta ao assunto principal, a razão da minha preocupação prende-se com a recente decisão do Secretário do Tesouro Nortemericano Geithner ter escrito ao Congresso pedindo que seja autorizado o aumento do limite da divida, o qual está, neste momento, nos 14,29 triliões. Nessa carta, o Secretário do Tesouro alerta para as consequências catastroficas de não ser autorizado o aumento da divida. Não estou de acordo com ele no dramatismo que empresta a tal situação, mas tenho de reconhecer que, se é catastrófico para os Estados Unidos não poderem aumentar a divida, então deve ser também catastrófico para Portugal e para a Espanha, terem que limitar a sua despesa.

Não sei se interessa verdadeiramente aos media repetir a mesma história da mesma crise com diferentes participantes, mas é exactamente o que temos visto com esta crise soberana na Europa. O guião é o seguinte e sempre o mesmo. As taxas sobem, vem uma agência de rating e baixa a nota da divida soberana do país. Como consequencia as taxas sobem mais. Os governos desdobram-se em declarações, tentando evitar o agravamento da crise e juram que tudo está bem ou vai estar melhor.Que não vai ser necessário recorrer a ajudas externas nem tão pouco ao FMI. As taxas de juro nuns dias sobem e noutros descem um bocadinho, para se constatar que, afinal, subiram um pouco mais. Se num fim de semana temos um primeiro ministro a dizer-nos que não vai pedir auxilio, num outro fim de semana teremos o auxilio negociado.

Este guião foi utilizado para a Grécia e para a Irlanda e será eventualmente utilizado para Portugal, Belgica Espanha, mas….em que país irá parar? Na realidade não existem razões para esperarmos que acabe em Portugal ou em Espanha, ou na França, porque todos, sem excepção, padecem da mesma doença, o excesso de endividamento. A solução, por agora, é encontrar dinheiro para ser emprestado aos países dele necessitados e enquanto os países em causa forem relativamente pequenos, talvez se possa ir conseguindo arranjar esse dinheiro. Mas como se fará para resolver o mesmo problema no Reino Unido ou nos Estados Unidos? Quem tem o dinheiro necessário para resolver estes problemas?

Seria bom discutir desde já a unica divida que realmente interessa a divida americana porque quanto mais tempo os politicos europeus levarem a adiar essa discussão em maior risco é colocada a Banca Europeia, neste momento já muito fragilizada pelo risco dos países em causa. O sistema financeiro mundial utiliza as dividas soberanas como reservas bancárias e base monetária. Tudo funciona na base da confiança e enquanto as crises forem de tamanho suficientemente pequeno para não afectar a confiança global. O problema da necessidade de discutir a divida que interessa é que a confiança já está afectada.

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