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Os bancos centrais e a Classe Média

Com o aumento da taxa de juro em 0,25% e a promessa de novos aumentos, a reserva Federal americana quer fazer crer que não está mais na disposição de financiar a imoralidade económica que se vive desde a crise de 2008. Porquê imoralidade económica estou a ouvir alguns perguntar?

Porque a maioria das economias mundiais ficaram viciadas nesta política de taxas zero, tentando realizar o sonho de fazer coisas a custo zero, de promover uma vida boa sem que as pessoas tenham que trabalhar para isso, inclusive de com todo o entusiasmo de quem nunca trabalhou, clamar direitos sobre os resultados do trabalho dos outros, chamando-lhe justiça social. Este raciocínio político acontece, certamente, porque apoiam as políticas dos bancos centrais de imprimirem todo o dinheiro necessário, pensando que isso criará prosperidade sem consequências futuras.

Sabemos que os políticos acreditam que a dívida dos Estados não é para ser paga (pelo menos Sócrates foi claro quanto a isso). Essa é a razão que os leva a acreditar que é possível consumir mais do que o que se produz sem ir à falência. Sabemos agora que algumas empresas prosperam nessa filosofia, como a Tesla, a Netflix, a Uber, e sabemos que a Amazon andou 20 anos a perder dinheiro até ter resultados. Sabemos que para se chegar aqui se tem destruído aquilo que é o suporte, da economia e da sociedade: a Classe Média.

Classe Média que ficou bem definida na peça de teatro ‘’O diabo vermelho’’ de Antoine Rault, quando num diálogo entre Colbert e o Cardeal Mazarin (ministro do Rei Luis XIV) este diz: ’’Há uma quantidade enorme de pessoas entre os ricos e os pobres que trabalham sonhando enriquecer e temendo empobrecer’’.

A destruição desta Classe Média tem acontecido por culpa da criação de dinheiro por parte dos bancos centrais.

Recordo aqui três frases famosas de três individualidades históricas:

– JP Morgan, fundador do banco com o mesmo nome que dizia: ‘’Dinheiro é o ouro, tudo o resto é crédito’’.

– Thomas Jefferson antes dele dizia: ‘’O papel-moeda é só o fantasma do dinheiro e não dinheiro em si’’.

– E o filósofo Voltaire: ‘’Todo e qualquer papel-moeda no fim regressa ao seu intrínseco valor, que é nenhum.’’

O que será que os actuais banqueiros centrais e actuais políticos sabem que estes homens não sabiam?

A FED terá sempre que fazer face à realidade independentemente das promessas ou ameaças que façam. A realidade é que o mercado americano continua perto dos máximos históricos, os grandes bancos continuam sentados sobre uma gigantesca montanha de derivados financeiros, os riscos não foram eliminados. A FED está a tentar planear a economia e controlar os mercados, mas para isso é preciso controlar os seus participantes. É isso que está a ser feito, porque sem isso as taxas de juro não poderão voltar aos 3% sem espoletar nova crise.

A criação de dinheiro feita à vez pelos diferentes bancos centrais é também a maior responsável pela actual situação dos mercados. Até à chegada da Google, as maiores empresas americanas levavam em média 20 anos para atingir os mil milhões de capitalização bolsista. A Google consegui-o em oito anos, em 2004 Facebook realizou os mil milhões em quatro anos e a empresa Slack fê-lo em oito meses em 2015. Isto só é possível pela enorme quantidade de dinheiro criado no sistema e pelo crescimento exponencial dessa massa monetária.

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