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O bem versus o mal

Este gráfico com uma sondagem sobre a aceitação dos protestos dos coletes amarelos em França é demonstrativo da época estranha que vivemos. São 16 semanas seguidas de manifestações em França todos os fins de semana, com alguns mortos e feridos e as notícias são ….uma sondagem. Não se entende a quantidade de contradições, nem a facilidade com que se criam essas contradições, todas ou quase todas tendo por base a simplificação do princípio universal, do bem versus o mal. O mundo está cada vez mais caótico e é resultado das tecnologias da  informação. Nos pequenos povoados ainda é fácil conhecer as pessoas honestas, os trapalhões, os trabalhadores e até aquele que fica alterado com ‘’a pinga’’, porque todos se conhecem. Nas grandes cidades com o progresso tudo ficou mais difícil e com a globalização, passou a ser impossível garantir a verdade da informação.

Tudo no universo tem por base um conceito binário simples de entender, positivo e negativo, dia noite, homem mulher, quente frio, yin e yang, facilitando a distinção e talvez por isso também até a política ficou dividida em duas categorias, a esquerda e a direita, certamente para facilitar o entendimento. Jesus Cristo só tinha duas regras amar a Deus e amar o próximo.

Foi a igreja que naturalmente aperfeiçoou este conceito do bem e do mal e o tornou universal, e é também a igreja que coloca atualmente em questão este mesmo conceito com os inúmeros casos de pedofilia.

Tomasi di Lampedusa escreveu ‘’que tudo deve mudar para que tudo fique como está’’, mas a igreja parece, pela primeira vez, não entender este conceito que a levou a manter-se sempre relevante para a sociedade ao longo de mais de 2000 anos. Uma tragédia tendo em consideração que, as novas formas de religiosidade que mais aderência parecem ter, a noção do bem ou até mesmo da divindade não são o tema central.

É verdade que esta evolução a que se chama progresso, de tudo mudar para ficar como está, parece ser um exercício cada vez mais difícil, pela complexidade que se foi acrescentando, mas sobretudo pela perda de caracter e da integridade.

Os conceitos do bem e do mal têm vindo a ser aviltados em todos os setores, na política, no setor financeiro, na saúde, na justiça, sendo cada vez mais difícil distinguir o que é mal o que parece e até o que não está bem. É uma sociedade moralmente afectada, ignorante da verdade, moralmente amorfa, parecendo ser cada vez mais evidente que acabará por haver uma ‘’nova inquisição’’ para repor de forma evidente ‘’o bem’’ em detrimento ‘’do mal’’. Resta saber quem serão os inquisidores, quem serão aqueles que insistirão em que lhes digam a verdade.

Para os que não sabem, recordo que a Inquisição Católica foi um dos momentos mais tenebrosos da história da humanidade.

Costumo dizer que não existe nada de novo no Universo (tirando a tecnologia) e por essa razão o que aconteceu voltará a acontecer. Entretanto este conceito de bem e de mal está agora mais politizado sendo que a punição é feita por via de imposto. O CO2 é mau? Aumenta-se o imposto automóvel, e assim se chegou aos coletes amarelos em França.

Mas o nosso tema é sempre o dinheiro, matéria que está sempre ligada a tudo o que de mal pode acontecer, e esta introdução serve para falar de uma proposta do FMI que sugere a criação de uma espécie de dinheiro. O FMI parece estar a querer posicionar-se para liderar uma nova ordem mundial, daí que a proposta mereça atenção.

A proposta sugere que os bancos centrais dividam a base monetária em duas moedas, dinheiro papel e dinheiro eletrónico.

O dinheiro eletrónico pagaria a taxa de juro corrente e o papel dinheiro teria uma taxa de conversão (um câmbio) relativamente ao dinheiro eletrónico.

Esta taxa de conversão é o segredo da abelha nesta proposta do FMI. Por exemplo, na eventualidade de se aplicarem taxas negativas o Banco central poderia fazer com que a taxa de conversão fosse desfavorável relativamente ao dinheiro eletrónico, levando a que o papel-moeda desvalorizasse relativamente ao dinheiro eletrónico.

Isto poderia ser uma forma de os governos aplicarem uma taxa sobre o património em dinheiro e depois poderiam aplicar todo o tipo de taxas negativas no dinheiro eletrónico fazendo com que, em vez de receber um rendimento, todos pagaríamos um imposto.

Esta sinistra tendência dos últimos anos das taxas negativas é um dos motivos que vai obrigar a uma reforma do sistema monetário, ao mesmo tempo que é um contínuo limitar das nossas liberdades em nome da democracia, ou seja, de um governo constituído por muitos, por oposição a um governo por vontade de um. O mais curioso é que este sistema democrático constituído por muitos, parece cada vez mais atuar como os governos por vontade de um só pensamento, formado por uma classe dominante, uma elite corrupta, que não é aparente à maioria das pessoas, e cujo único objetivo é garantir que as benesses continuem a fluir, durante este período de anticrescimento, antidesenvolvimento e antiprosperidade, ao mesmo tempo que se promove o empreendedorismo o crescimento económico e a prosperidade das populações. Que paradoxo.

O mundo parece estar num ponto de viragem. A crise de 2007 e os remédios globais aplicados pelos Bancos Centrais de impressão de dinheiro criaram um grupo de pessoas que ficaram extraordinariamente ricas. Sempre houve pessoas ricas, e é normal que assim seja, mas sempre que a diferença entre pessoas ricas e pobres se alarga acontecem razões que fazem este ‘’gap’’ corrigir, levando a que os governos comecem o confisco ou as populações se revoltem. Na prática, a redistribuição é feita ou por legislação ou por revolução, mas a razão é sempre a mesma: demasiado dinheiro concentrado em poucas pessoas.

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