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Arena futura designação do mercado

No primeiro trimestre de 2011, os grandes bancos americanos Goldman, Morgan, BoA/Merrill e o City tiveram 100% de dias perfeitos no “trading”, sempre a ganhar dinheiro sem perdas durante 63 sessões, de acordo com a comunicação trimestral que têm que fazer à SEC (Securities Exchange Commission). O banco Goldman, o BoA/Merrill e o JP Morgan já o vêm a fazer com alguma regularidade desde 2010. Pessoalmente, com a experiência que me permitem 20 anos de mercado, sei que tal não é possível, a menos que o mercado esteja viciado ou controlado por algumas entidades, ou ainda manipulado pelos bancos centrais. Então, o que aconteceu? Simplesmente, não aconteceu. Mesmo tendo em consideração que estes bancos se podem financiar a, praticamente, custo zero, e que têm acesso a informação privilegiada, o risco implícito dos mercados não permitiria ganhar todos os dias.
Se fosse possível ganhar dinheiro de forma tão consistente como aparentemente o demonstram estas instituições então não existe razão para as situações críticas que vivem os países com a sua dívida soberana, bastando que estes bancos realizem a sua magia. Aliás, não existe razão alguma para que alguém tenha dificuldades de dinheiro, porque estes bancos podem resolver o problema de todos.
Como imagino que o segredo descoberto por estas instituições para fazer dinheiro seja de interesse público, porque  alteraram o conceito de risco no investimento, então estas instituições devem ser nacionalizadas para que o beneficio desta descoberta reverta para o bem público e se altere o paradigma em que se vive.
Deixa de haver necessidade de recear o crédito, se este servir para ganhar dinheiro de forma segura e regular nos mercados. Resta apenas saber quanto é necessário financiar para garantir o serviço da dívida e ao mesmo tempo lucrar. Claro que isto não se poderá designar de mercado, porque nestes as pessoas avaliam as coisas de forma diferente e têm visões diferentes sobre o futuro. Para isso é que eles existem ou existiam, para atribuir diferentes valores e expectativas.
Pode acontecer, no entanto, que o efeito destes acontecimentos extraordinários, de fazer dinheiro infalivelmente nos mercados, tenha exactamente o resultado contrário ao que se afirmou anteriormente. Basta para isso que se confirme se para ganharem dinheiro estas instituições têm que fazer outros perder dinheiro. A ser assim o que então está a acontecer é uma morte mais ou menos lenta dos mercados.
Não creio que aqueles que estão do lado perdedor estejam disponíveis para regularmente perderem dinheiro a favor de alguns bancos, e ainda se disponibilizem para contribuir para os salvar com os seus impostos quando alguma coisa corre mal. Será útil recordar que, mesmo nos casinos, apesar da casa ganhar quase sempre, umas vezes por outras tem que perder, porque se assim não fosse os clientes deixariam de frequentar o estabelecimento. Se é a isto que se chama economia de casino, então o risco é semelhante. Mesmo nos mercados existe uma regra antiga que diz que “poucos não enganam muitos durante muito tempo”.
No futuro, parece evidente que os mercados deixarão de ser humanos, porque estes, como se sabe, não são perfeitos. O que irá acontecer é o mercado ser participado só por alguns computadores colocados estrategicamente junto dos servidores das bolsas a negociar os mesmos títulos, comprando e vendendo entre eles, criando a ilusão de que existe um mercado. Pensando melhor, esse futuro é já hoje se considerarmos que mais de 70% da negociação é feita desta forma.
No futuro, o que deverá ser feito é substituir a designação que se dá hoje de “mercado”, ao local em que se encontra a oferta e a procura dentro das imperfeições e desequilíbrios que o fazem funcionar, mas garantindo que se encontrem benefícios mútuos, para na troca se designar por “Arena”. Esta parece ser uma palavra mais adequada aos tempos, porque esse passará a ser o local em que robots combatem entre si pela supremacia, do numero de “trades” efectuados, da velocidade de acesso até haver só um a funcionar na Arena e assim ganhar o titulo “Mercado”.

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